Delcídio e Cerveró prestam depoimento em ação de Eduardo Cunha na Lava Jato

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, e lobista Hamylton Padilha também tiveram audiências hoje; segundo defesa, todos negaram acusações contra Cunha
Foto: Agência Brasil - 19.10.2016
Ex-deputado Eduardo Cunha está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 19 de outubro

Quatro testemunhas apontadas pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) prestaram depoimento à Justiça federal em Curitiba nesta quinta-feira (24), o segundo dia de oitivas da ação penal contra o ex-presidente da Câmara

Eduardo Cunha  é acusado de receber propina de R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, em 2011.

Foram ouvidos, presencialmente e por videoconferência, o ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o lobista Hamylton Padilha. O ex-deputado Eduardo Cunha acompanhou todos os depoimentos junto ao seu advogado, Marlus Heriberto Arns de Oliveira.

De acordo com a assessoria do defensor do peemedebista, todas as testemunhas ouvidas nesta quinta-feira "negaram conhecer participação de Cunha na Petrobras, seja em nomeações, seja na compra do campo de Benin".

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Nesta quarta-feira (23), também prestaram depoimentos o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, assim como Benício Frazão, Mauro Lopes, Nelson Filipello e Felipe Diniz. Outras duas testemunhas arroladas pela defesa de Cunha, José Tadeu Chiara e Sócrates Marques da Silva, não compareceram e terão as audiências remarcadas.

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcado para a próxima quarta-feira (30), e será realizado via videoconferência. Já o presidente Michel Temer optou por responder aos questionamentos da Justiça e do Ministério Público Federal por escrito.

De frente com Moro

Essa nova fase da ação penal contra o ex-deputado marca o primeiro encontro cara a cara entre Cunha e o juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente da Câmara no mês passado alegando que a liberdade do acusado representaria riscos às investigações e ainda possibilitaria uma eventual fuga do peemedebista.

Eduardo Cunha está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 19 de outubro. O processo contra ele foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas, após a cassação do mandato de Cunha no Congresso Nacional, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque o ex-parlamentar perdeu a prerrogativa do foro privilegiado.

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