Maioria na Comissão de Ética aprova investigar Geddel, mas votação é adiada

Cinco dos sete integrantes do colegiado ligado à Presidência apoiou investigação contra o chefe da Secretaria de Governo; Geddel Vieira Lima é acusado pelo ex-ministro Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar obra
Foto: Valter Campanato/ABr - 25.04.16
Ministro Geddel Vieira Lima é acusado de ter pressionado Marcelo Calero para liberar obra de seu interesse

A maioria dos integrantes da Comissão de Ética da Presidência da República apoiou, nesta segunda-feira (21), uma investigação contra o ministro Geddel Vieira Lima por suposta violação da legislação sobre conflito de interesses. Geddel foi acusado pelo agora ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar uma obra em Salvador que seria de seu interesse pessoal.

Apesar de a investigação contra Geddel , que é o chefe da Secretaria de Governo de Temer, já ter sido aprovada por cinco dos sete integrantes da Comissão de Ética, um pedido de vista apresentado pelo conselheiro José Leite Saraiva adiou a conclusão da votação. O tema voltará à pauta do colegiado no dia 14 de dezembro.

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Caso a aprovação se confirme – os conselheiros podem mudar seu voto –, o responsável pela articulação política de Michel Temer se tornará alvo de processo na comissão e poderá ser expulso do governo.

Denúncia

Após anunciar sua saída do governo, Marcelo Calero afirmou em entrvista ao jornal "Folha de S.Paulo" que Geddel o pressionou em diversas ocasiões para que assinasse um laudo que liberaria o andamento de um empreendimento imobiliário em Salvador.

Segundo o ex-ministro da Cultura, Geddel queria que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – órgão ligado ao MinC – aprovasse um projeto no qual ele próprio tem um apartamento comprado.

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