Segundo a Polícia Federal, Rodrigo Tacla Duran seria o responsável por movimentar recursos de operações entre empresas com sede no Brasil

Alvo da Operação Lava Jato, o advogado Rodrigo Tacla Duran foi preço no começo da noite de sexta-feira (18) por autoridades espanholas. Duran é apontado pela Polícia Federal como um dos operadores das offshores criadas pelo "departamento de propina da Odebrecht".

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Segundo a Polícia Federal, o advogado era o responsável por movimentar recursos de operações fraudulentas entre empreiteiras e empresas com sede no Brasil, envolvendo funcionários da Petrobras e executivos investigados na Operação Lava Jato . Duran era considerado foragido da Justiça Brasileira e fazia parte da lista de procurados da Polícia Internacional (Interpol).

Viagem de advogado foi avisada para investigadores da Lava Jato por Oficialato da PM em Miami
José Cruz/Agência Brasil
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Antes de seguir para a Espanha em voo comercial na terça-feira (15), o advogado estava nos Estados Unidos. O Oficialato de Ligação da PF em Miami recebeu a informação das autoridades americanas sobre a viagem de Duran a Madri. O Escritório Central da Interpol em Brasília acionou, então, a representação da PF na Espanha. Em seguida, as autoridades espanholas entraram no circuito para localizar e prender Duran.

"Após as comunicações oficiais, deverá ser iniciado o processo para que seja trazido ao Brasil, a fim de que possa responder pelos crimes", disse a Polícia Federal. No início deste mês, a PF cumpriu 18 mandatos judiciais em cidades de São Paulo, Paraná e Ceará. Os principais alvos, segundo a Polícia, foram Duran e o empresário e lobista Adir Assad. Segundo a procuradoria, os dois lavaram mais de R$ 50 milhões para empresas investigadas na operação.

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As empreiteiras UTC e Mendes Júnior teriam repassado, respectivamente, R$ 9,1 milhões e R$ 25,5 milhões ao operador financeiro entre 2011 e 2013, segundo a Polícia Federal. No período, outras empresas contratadas pela operação público realizaram depósitos de mais de R$ 18 milhões com o mesmo destino. As investigações da Operação Lava Jato também comprovaram que Assad, por meio de transferências de contas mantidas por suas empresas, repassou R$ 24,3 milhões para Duran.

* Com informações da Agência Brasil.

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