Lula e Marisa são dispensados de audiências da Lava Jato em Curitiba

Casal não precisará viajar à capital paranaense na semana que vem para assistir à oitiva de testemunhas de acusação, que será nos dias 21, 23 e 25
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 2.9.16
Ainda nesse mês, o juiz Sergio Moro aceitou Lula (foto) como testemunha de defesa de Eduardo Cunha

O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aceitou, nesta sexta-feira (18), um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele e a esposa Marisa Letícia sejam dispensados das audiências da ação penal em que são réus, no âmbito da operação Lava Jato.

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Com isso, Lula e Marisa não precisarão viajar à capital paranaense na semana que vem para assistir à oitiva de testemunhas de acusação, que ocorrerá nos dias 21, 23 e 25 de novembro.

O pedido havia sido feito pela defesa do petista na última segunda-feira (14). Com a decisão de Moro, apenas a presença dos advogados do casal será necessária no curso das audiências.

Nesta quinta-feira (17), o juiz havia notificado a Justiça Federal de São Bernardo do Campo (SP) para que intimasse o casal a comparecer à oitiva das testemunhas na semana que vem.

O novo despacho de Moro não libera a presença do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que também é réu da ação penal.

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Na segunda-feira (21), serão ouvidos os empreiteiros Augusto Mendonça, Dalton Avancini e Eduardo Hermelino e o ex-senador Delcídio do Amaral. Na quarta-feira (23), será a vez do ex-deputado Pedro Corrêa, dos ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, e do ex-gerente da estatal Pedro Barusco. Os depoimentos do doleiro Alberto Youssef, do pecuarista José Carlos Bumlai, e dos lobistas Fernando Baiano e Milton Pascowitch estão marcados para a sexta-feira (25).

Lula será testemunha de defesa de Cunha

No início do mês, o juiz Sérgio Moro aceitou que o presidente Michel Temer e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sejam testemunhas de defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha  (PMDB-RJ), preso no fim de outubro em ação decorrente das investigações da Operação Lava Jato, da qual o magistrado é responsável pelas ações penais em primeira instância. 

No caso de Temer, o juiz facultou ao presidente que escolha se prefere ser ouvido em audiência ou responder por escrito aos questionamentos, conforme previsto no artigo 221 do Código de Processo Penal.Temer tem cinco dias para manifestar sua preferência. Já Lula não tem a opção de se manifestar textualmente. Entretanto, Moro abriu a possibilidade para que o depoimento seja feito por meio de videoconferência.

* Com informações da Agência Brasil.

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