Testemunha de Wyllys no Conselho de Ética, deputado Glauber Braga (PSOL) disse que colega de partido apenas reagiu a ataque homofóbico de Bolsonaro

Cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro durante votação do impeachment na Câmara, no dia 17 de abril deste ano
Reprodução/Internet
Cusparada de Jean Wyllys em Jair Bolsonaro durante votação do impeachment na Câmara, no dia 17 de abril deste ano

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) defendeu na manhã desta quinta-feira (17) que seu colega de partido Jean Wyllys (RJ) "apenas reagiu às provocações homofóbicas" do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ao cuspir em sua direção. O episódio ocorreu em 17 de abril , no plenário da Câmara, durante a votação da admissibilidade do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

Braga foi ouvido no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara como testemunha de defesa da representação contra Jean Wyllys . Braga garantiu que não houve pré-meditação de Wyllys. “O que aconteceu foi uma reação às agressões que sofreu”, defendeu.

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Glauber Braga acrescentou que as provocações por parte de Bolsonaro são permanentes, não se resumindo àquele dia. “Eu já presenciei estas agressões diversas vezes. Nas comissões, o deputado Jair Bolsonoro fica fazendo provocações recorrentes fora do microfone”, disse. Segundo ele, são provocações homofóbicas e de caráter discriminatório. Ainda conforme Braga, Wyllys tem reagido a essas provocações se retirando das comissões.

Mais cedo, o ex-corregedor da Câmara, deputado Carlos Manato (SD-ES), disse que Wyllys feriu o decoro parlamentar ao cuspir na direção do deputado Jair Bolsonaro e defendeu, como sanção, a suspensão do parlamentar de um a seis meses.

O deputado Afonso Florence (PT-BA), também arrolado como testemunha da defesa, não pode comparecer nesta quinta-feira (17), e sua oitava será remarcada.

Além dessa ação, que tem como relator o deputado Ricardo Izar (PP-SP), Jean Wyllys é alvo também de outro processo de autoria do Partido Social Cristão (PSC). O PSC pede que o colegiado puna o deputado do PSOL por mensagem postada no Facebook no qual critica os “delírios homofóbicos de políticos e líderes religiosos mentirosos”, ao comentar o massacre de gays em boate de Orlando (EUA).

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*Com informações e reportagem da Agência Câmara

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