Cunha pede Guido Mantega e Eduardo Paes como testemunhas na Lava Jato

Defesa do ex-deputado pediu ao juiz Moro a inclusão do ex-ministro e do prefeito do Rio como testemunhas de defesa em ação sobre contas na Suíça
Foto: Agência Brasil - 19.10.2016
Eduardo Cunha está preso desde o dia 19 de outubro na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR)

A Justiça Federal do Paraná recebeu dos advogados do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) pedido para mudar duas testemunhas de defesa na ação penal da Operação Lava Jato . A petição foi protocolada na noite desta sexta-feira (11). 

Os advogados de Eduardo Cunha solicitam a inclusão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega que também foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O motivo seria a dificuldade de localização das testemunhas inicialmente arroladas, o ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, e o ex-deputado e presidente da Câmara João Paulo Cunha.

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As primeiras audiências de testemunhas de defesa de Cunha estão marcadas para ocorrer nos dias 23 e 24 de novembro, quando serão ouvidos, entre outras testemunhas, o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o lobista Hamylton Padilha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve prestar depoimento no próximo dia 30. As testemunhas de acusação indicadas pelo Ministério Público Federal  são o ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa e o auditor da estatal Rafael de Castro Silva. 

Prisão

Cunha está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 19 de outubro. Segundo a força-tarefa do Ministério Público Federal, "há evidências" de que existem contas pertencentes ao peemedebista no exterior que ainda não foram identificadas, fato que, segundo os procuradores, coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e poderia fugir do País.

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A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.

O processo foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal, mas, após a cassação do mandato de Cunha, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque o ex-parlamentar perdeu a prerrogativa do foro privilegiado.

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