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Além do ex-ministro dos governos Lula e Dilma, também se tornaram réus o empreiteiro Marcelo Odebrecht, João Vaccari Neto e João Santana

Segundo o MPF, ex-ministro Antonio Palocci atuava para garantir o atendimento dos interesses da Odebrecht
Antonio Cruz/Agência Brasil - 16.11.2010
Segundo o MPF, ex-ministro Antonio Palocci atuava para garantir o atendimento dos interesses da Odebrecht

O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (3) a denúncia apresentada pela força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato contra Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, e outros 14 acusados.

Além de Palocci, também são acusados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. A lista é completada por Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci; Eduardo Musa; Fernando Migliaccio; Hilberto Mascarenhas Filho; João Carlos Ferraz; Luiz Eduardo da Rocha Soares; Marcelo Rodrigues; Olívio Rodrigues Júnior e Rogério Santos de Araújo.

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De acordo com a denúncia do MPF, apresentada à Justiça no último dia 28, a força-tarefa da Lava Jato identificou que, entre 2006 e 2015, Palocci montou um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht. O ex-ministro teria agido para garantir os interesses da construtora junto ao governo federal.

A denúncia sustenta que, em troca da articulação no âmbito do primeiro escalão do governo, Palocci cobrava propina da empresa. O dinheiro ilegal, conforme a acusação, era destinado “majoritariamente” ao PT. 

Em sua decisão, Moro ressaltou que a configuração ou não, de crime de corrupção e de lavagem, "depende de profunda avaliação e valoração das provas, devem ser deixados ao julgamento, após a instrução e o devido processo". O juiz deu prazo de dez dias para que a defesa dos réus se manifeste em relação à acusação.

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