Senador disse que todos os esclarecimentos relacionados às “acusações descabidas” foram encaminhados ao relator, ministro Teori Zavascki, do STF

Agência Brasil

Senador Fernando Collor de Melo disse que “a verdade vai prevalecer diante da acusação vil
Moreira Mariz/Agência Senado - 30.08.16
Senador Fernando Collor de Melo disse que “a verdade vai prevalecer diante da acusação vil" do MPF contra ele

O senador Fernando Collor (PTC-AL) negou, em nota publicada em sua página no Facebook, que tenha sido beneficiado por qualquer ação da Polícia Legislativa do Senado. “Fernando Collor não tem conhecimento acerca dos fatos narrados na manhã de hoje [sexta-feira, dia 21] e nega que tenha se beneficiado de qualquer ação da Polícia Legislativa do Senado Federal que seja estranha às suas funções institucionais”.

Nesta sexta-feira (21), a Polícia Federal prendeu quatro policiais legislativos, acusados de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. De acordo com o  Ministério Público Federal, há provas de que os policiais realizaram ações de contrainteligência em busca de escutas instaladas pela PF nos endereços de três senadores e de um ex-parlamentar.

Mais cedo, Collor disse que “a verdade vai prevalecer diante da acusação vil". "O senador repudia as ilações e pretensões formuladas pela Procuradoria-Geral da República em denúncia e aditamento oferecidos ao Supremo Tribunal Federal [STF] no primeiro semestre deste ano e não ainda apreciados por aquela Corte”.

Em outro trecho da nota, Collor diz que todos os esclarecimentos relacionados às “acusações descabidas” foram encaminhados ao relator ministro Teori Zavascki, do STF, na defesa apresentada pelo senador. Na nota, o senador diz que seu patrimônio e sua movimentação financeira têm origem em tradicional grupo de comunicação de sua família, “responsável pela impressão do principal jornal de Alagoas e pela maior emissora de televisão da região”.

O parlamentar acrescentou ainda que, “por sua experiência e trajetória pessoal, sabe que a acusação vil e irresponsável não prospera diante da verdade, confiando mais uma vez que o exame sereno da Justiça remeterá a ficção do Ministério Público Federal ao mais recôndito escaninho da história”, diz o texto publicado no Facebook.

Operação Métis

Na ação desta sexta- feira, a Polícia Federal esteve no Senado Federal, nas dependências da Polícia Legislativa, de onde retirou dez malas de documentos e equipamentos eletrônicos para busca de escutas. A PF cumpriu nove mandados judiciais na operação, denominada Métis, sendo cinco de busca e apreensão e quatro de prisão temporária.

Foi preso o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Carvalho, homem de confiança de Renan Calheiros. Os outros  detidos são Everton Taborda, Geraldo Cesar de Deus e Antonio Tavares. Todos foram levados para a superintendência da Polícia Federal em Brasília. Eles vão responder pelos crimes de associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos de reclusão, além de multa.

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