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No Japão, presidente disse que Planalto 'verá o que vai fazer' caso denúncias contra Geddel Vieira Lima, Romero Jucá e Moreira Franco se confirmem

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (18), durante visita ao Japão , que seu governo "verá o que vai fazer" caso denúncias contra articuladores importantes de sua equipe sejam confirmadas. O peemedebista afirmou que "ficará difícil" caso o governo "pare" a cada denúncia que surgir. "Isso passa a dificultar o governo", reclamou o presidente.

As declarações foram feitas após Temer  ser questionado por jornalistas a respeito de denúncias divulgadas pela revista "Veja". Conforme reportagem publicada no útimo fim de semana, três articuladores de seu governo – Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) – teriam recebido benefícios da Odebrecht, empreiteira que está sendo investigada pela Operação Lava Jato.

“Sabe o que acontece? O envolvimento dos nomes se deu, convenhamos, por enquanto, por uma simples alegação, por uma afirmação. É preciso que essas coisas se consolidem. Se um dia se consolidarem, o governo verá o que fazer", disse Temer.

Presidente Michel Temer no desembarque em Tóquio, no Japão, na noite desta terça-feira (18) , horário local
Beto Barata/PR - 18.10.16
Presidente Michel Temer no desembarque em Tóquio, no Japão, na noite desta terça-feira (18) , horário local

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Brics

O presidente afirmou se disse satisfeito com a forma como outros chefes de Estado têm acolhido suas propostas, em especial no âmbito do Brics, grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Sem entrar em detalhes sobre as propostas, Temer destacou, como forma de aproximação dos povos do Brics, a adoção de programas de saúde coletivos assemelhados.

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Perguntado sobre a forma como outros líderes têm visto o seu governo, Temer disse acreditar que o veem de forma positiva. “Seria um pouco pretensioso [dizer isso], mas acho que veem com simpatia. Com toda franqueza, em todas reuniões em que estive verifiquei que havia muito acolhimento, tranquilidade e compreensão das palavras que digo”, disse o presidente brasileiro ao chegar ao Japão.

“Em um jantar em que estivemos do Brics, levantei o tema da aproximação dos povos do bloco. Mencionei que uma das razões que poderiam aproximar os povos seria se tivéssemos programas de saúde coletivos assemelhados. A Índia, por exemplo, tem, em matéria de remédios, muita evolução. Interessante como isso foi muito bem acolhido e até objeto de manifestação do presidente russo, Vladimir Putin, quando fizemos a segunda plenária do Brics. Ele começou dizendo 'olha, como disse meu colega brasileiro...' e daí foi exatamente nessa linha”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasil

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