Defesa de Lula faz apelo internacional em evento paralelo à reunião da ONU em NY

Advogados do ex-presidente apontaram à comunidade internacional uma série de “violações cometidas” pelos promotores da Operação Lava Jato
Foto: Reprodução 20.09.2016
Para advogado, é evidente supostas violações na Lava Jato terão consequências na vida dos brasileiros, não só na de Lula

Os advogados que representam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontaram à comunidade internacional nesta terça-feira (20) uma série de “violações cometidas” pelos promotores da Operação Lava Jato.

Em evento na Confederação Sindical Internacional, em Nova York – mesmo local da  Assembleia Geral da ONU em Nova York, onde o presidente Michel Temer participa da reunião entre Chefes de Estado e de Governo –, Cristiano Zanin Martins, um dos advogados de Lula , disse que as “violações cometidas” pelos promotores da Lava Jato terão “consequências na vida de cada brasileiro”, não apenas na do ex-presidente.

O advogado Geoffrey Robertson, que representa Lula diante da Comissão de Direitos Humanos da ONU e também participou do evento, afirmou que “o mundo está observando o Brasil”. Robertson falou ainda que o caso do ex-presidente “trata-se de uma perseguição e não de um processo”.

Um documento apontando as “violações cometidas” pelos procuradores da Lava Jato foi distribuído aos participantes. Além disso, foi lançada uma campanha mundial chamada “Stand with Lula” – “Estamos com Lula”, em tradução livre.

Secretário-Geral da Confederação Sindical Internacional, Sharan Burrow, explicou que “o sistema judiciário brasileiro está agora em evidência, pois interesses corporativos poderosos tentam usá-lo para atacar Lula, o Partido dos Trabalhadores, além do seu gigantesco legado de mais de uma década de avanços sociais e econômicos”.

Lula réu

Nesta terça-feira (20), o juiz federal Sérgio Moro decidiu aceitar a denúncia apresentada pela
força-­tarefa de procuradores da Operação Lava Jato contra o ex-­presidente Lula, que agora se torna réu em uma ação penal da operação pela segunda vez – o petista já responde por tentativa de obstrução à Justiça. 

Além de Lula, também figuram na denúncia do Ministério Público Federal a ex-­primeira­ dama
Marisa Letícia, o empreiteiro Léo Pinheiro (ex­-presidente da OAS), o presidente do Instituto
Lula, Paulo Okamotto , e outras quatro pessoas: Agenor Franklin Magalhães Medeiros (OAS),
Fábio Hori Yonamine (OAS), Paulo Roberto Valente Gordilho (arquiteto) e Roberto Moreira
Ferreira (OAS). 

De acordo com a denúncia, Lula teria sido beneficiado com propina de aproximadamente R$
3,7 milhões pagos pela construtora OAS. Parte do acordo teria sido quitado por meio da compra e reforma do tríplex no condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo. Os oito
denunciados pelos crimes de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro têm dez dias, a contar a partir de hoje, para apresentar suas defesas.

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