Presidente do Senado defende reforma e culpa o agravamento da recessão econômica e o aumento do desemprego pelo "buraco na Previdência"

Renan Calheiros afirmou ser necessária uma regra de transição e assegurou que reforma pode trazer resultados
Jane de Araújo/Agência Senado - 08.09.2016
Renan Calheiros afirmou ser necessária uma regra de transição e assegurou que reforma pode trazer resultados


Em entrevista coletiva nesta terça-feira (13) após a reunião de líderes, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou ser "necessária" a atitude do governo em definir um modelo de reforma de Previdência Social, mas frisou que não se deve encará-la como a "saída para todos os problemas econômicos e previdenciários do País".

LEIA MAIS: Senado cumprirá seu papel constitucional, diz Renan sobre carta de Dilma

A polêmica reforma na Previdência Social do governo Michel Temer pretende aumentar o tempo mínimo de contribuição da aposentadoria de 15 para 20 anos, além de aumentar a idada mínima para 65 anos. A proposta também prevê mudanças no cálculo da aposentadoria.

LEIA MAIS:Veja momento em que Renan Calheiros empurra senador do PT em julgamento

Aos jornalistas, Renan afirmou ser necessário "ter uma regra de transição" e assegurou que a reforma deve ter resultados concretos e não retirar direitos. "O buraco na Previdência também é consequência da recessão e do desemprego", acrescentou.

LEIA MAIS: Renan diz que "fará tudo" para concluir impeachment ainda neste mês

Em relação à reforma política, Renan assegurou que ela traz "pontos absolutamente necessários para a governabilidade do País" e disse que a proposta poderá ser aprovada após o processo eleitoral, em novembro, e acredita que o presidentre da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dará continudiade à sua tramitação.

Acusado de receber U$52 bilhões em propinas, Cunha teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar
José Cruz/Agência Brasil - 13.09.2016
Acusado de receber U$52 bilhões em propinas, Cunha teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar


Eduardo Cunha

Depois da insistência de jornalistas, o peemedebista declarou que a cassação do mandato do agora ex-deputado Eduardo Cunha "é resultado de uma lei da natureza". "Quem planta vento, colhe tempestade", tergivesou.

Com 450 votos a favor, 10 contra e 9 abstenções, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, virou ficha-suja e ficará inelegível até janeiro de 2027.

Para muitos, ele é visto como um dos principais algozes de Dilma Rousseff por ter iniciado, com sucesso, o processo de impeachment contra a presidente e que tirou o PT do poder após 13 anos. 

*Com informações da Agência Senado

Leia tudo sobre: Eduardo Cunha