Cúpula do partido se reuniu nesta sexta-feira (2) e divulgou resolução defendendo a realização de novas eleições presidenciais "imediatamente"

Reunião na sede do Partido dos Trabalhadores em SP resultou em documento com proposta de atuação pós-impeachment
Ricardo Stuckert/Instituto Lula - 2.9.16
Reunião na sede do Partido dos Trabalhadores em SP resultou em documento com proposta de atuação pós-impeachment

A cúpula do Partido dos Trabalhadores se reuniu nesta sexta-feira (2) na sede do partido em São Paulo e divulgou uma resolução na qual defende a realização de eleições diretas "imediatamente", reeditando assim a campanha lançada Diretas Já, movimento que marcou a ascensão do partido na década de 1980. 

A proposta de convocar novas eleições presidenciais era defendida pela agora ex-presidente  Dilma Rousseff, mas até então não agradava a cúpula petista. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, chegou a gerar um mal-estar com Dilma ao dizer que achava a ideia "inviável".

No documento divulgado nesta sexta-feira, a direção do partido alega que o momento do País é outro após a confirmação do impeachment de Dilma e que é necessária a realização de novas eleições para a "recuperação da legalidade e restabelecimento da democracia". O texto também não poupa críticas ao agora presidente efetivo, Michel Temer.

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"Se antes havia divergências sobre a proposta de antecipação de eleições presidenciais, agora a situação é outra, pois o Estado tem à frente um governo usurpador, ilegítimo, sem votos, com um programa antipopular e antinacional. A recuperação da legalidade e o restabelecimento da democracia, nessas condições, somente se efetivarão quando as urnas voltarem a se pronunciar e o povo decidir os caminhos da nação. O que exige construir uma ação conjunta e iniciativas práticas com partidos e entidades populares, capazes de mobilizar e dar efetividade a este objetivo rumo à normalização democrática, como a Diretas Já", expõe a resolução do PT.

Protestos

Na nota, o Partido dos Trabalhadores criticou a repressão policial registrada em protestos contra o resultado do julgamento do impeachment – em especial os fatos ocorridos em São Paulo. Além disso, a agremiação repudiou a proibição de manifestações no domingo (4), na Avenida Paulista, em São Paulo, medida que teria como objetivo "garantir a passagem da tocha paralimpica", conforme alegou o governo Geraldo Alckmin (PSDB).

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A coligação ainda convocou sua militância e apoiadores a paticiparem de protestos contra a gestão Temer. "A mobilização da classe trabalhadora por sua pauta é parte integrante e fundamental do movimento contra o governo usurpador e por novas eleições presidenciais. Nesse sentido, convocamos companheiros e companheiras a engrossarem as manifestações de 7 de setembro, o Grito dos Excluídos, em defesa dos direitos sociais e da soberania nacional."

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