Executiva Nacional da legenda decidiu adiar de dezembro deste ano para março de 2017 o Encontro Nacional Extraordinário, no qual deve ser discutida a abreviação do mandato da atual direção da sigla

De acordo com dirigentes do PT, Lula está ciente da articulação, porém não disse ainda se aceitaria a indicação
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula - 19.04.16
De acordo com dirigentes do PT, Lula está ciente da articulação, porém não disse ainda se aceitaria a indicação

Integrantes da maior corrente interna do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), articulam para conduzir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comando do partido. Na terça-feira (24), em reunião em São Paulo, a Executiva Nacional da legenda decidiu adiar de dezembro deste ano para março de 2017 o Encontro Nacional Extraordinário, no qual deve ser discutida a abreviação do mandato da atual direção da sigla.

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Encabeçada pela CNB, a manobra abre caminho para a chamada "solução Lula" na presidência do partido, atualmente comandado por Rui Falcão. O objetivo é ganhar tempo para viabilização da proposta, e com isso, barrar o avanço das correntes de esquerda que se uniram no movimento Muda PT – que inclui parte significativa da bancada no Congresso –, e assim evitar um racha na sigla.

Lula está ciente da articulação, porém não disse ainda se aceitaria a indicação, segundo dirigentes petistas. Esta não é a primeira vez que o nome do líder máximo do PT surge como alternativa para presidir a sigla. Ele havia recusado nas outrsa vezes.

Alvo da Operação Lava Jato , o ex-presidente poderia exercer a direção do partido independentemente de decisões da Justiça. Ele teria também uma sólida agenda de repactuação do PT e estrutura material para viajar pelo Brasil em preparação para uma possível candidatura à Presidência da República em 2018.

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Na reunião de terça-feira, Falcão pediu explicações ao secretário de Formação, Carlos Árabe, do movimento denominado Mensagem, sobre questionamentos feitos na imprensa. O objetivo real das críticas da esquerda seria preparar o desembarque do partido, insinuaram líderes da CNB.

Rui Falcão, atual presidente nacional do PT, desconversou  sobre a  divergência entre o partido e a presidente Dilma
Divulgação/PT
Rui Falcão, atual presidente nacional do PT, desconversou sobre a divergência entre o partido e a presidente Dilma

A Mensagem, no entanto, negou e disse que ao contrário, o objetivo da corrente é ganhar o controle do partido. Na terça, depois da reunião, o Muda PT distribuiu um texto defendendo a manutenção da data do encontro. Líderes da esquerda petista admitiram que a "solução Lula" os deixaria na defensiva.

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Dilma

A proposta da presidente afastada Dilma Rousseff de um plebiscito para realização de novas eleições presidenciais foi negada pela Executiva Nacional do PT. A sugestão foi feita por Dilma na semana passada na Carta aos Senadores.  A Mensagem apresentou uma emenda que reproduzia o texto da presidente afastada, contudo obteve somente dois votos entre 15 integrantes da Executiva que participaram da reunião.

Rui Falcão desconversou acerca da divergência entre o partido e Dilma. "A questão está posta por ela. Ela se dispõe, voltando à Presidência, a propor a convocação de um plebiscito. Cabe ao Senado, por maioria simples convocar um plebiscito", disse o presidente do PT, que já se manifestou contra a proposta de Dilma.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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