Advogados dizem que situação debilitada de saúde do pecuarista o impedem de voltar à prisão; Bumlai é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crimes financeiros; juiz Sérgio Moro adia prisão para fim do mês

Estadão Conteúdo

Advogados do pecuarista justificam o pedido  de não voltar à prisão por
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Advogados do pecuarista justificam o pedido de não voltar à prisão por "estado indiscutivelmente debilitado" do cliente


A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para que ele continue a cumprir pena em regime domiciliar. Advogados do pecuarista justificam o pedido devido ao seu "estado indiscutivelmente debilitado" de saúde.

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Bumlai, de 71 anos, teve sua prisão preventiva determinada pelo juiz Sérgio Moro, em novembro de 2015, na Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato. Ele é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crimes financeiros depois de ter realizado um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao banco Schahin para o PT em 2004.

Na semana passada, Moro determinou que Bumlai voltasse à prisão já na próxima terça-feira (23). Na quinta-feira (18), porém, o pecuarista foi internado, forçando o juiz a adiar a volta à prisão de Bumlai para o fim do mês. 

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"A simples notícia de que terá que voltar a cumprir prisão preventiva em regime fechado causou-lhe forte abalo emocional, o que contribuiu para que seu estado físico, já bastante debilitado, ficasse ainda mais vulnerável. [...] os sintomas que o acometem tem se tornado mais frequentes, inclusive com a necessidade de consultas médicas de emergência", assegura a defesa. 

Os advogados de Bumlai pedem para que a volta à prisão seja substituída por uma medida "cautelar menos gravosa", como o uso de tornozeleira eletrônica.

Juiz Sérgio Moro, responsável em primeira instância pela Lava Jato, determinou que Bumlai voltasse para a prisão
André Dusek/Estadão Conteúdo- 10.08.2016
Juiz Sérgio Moro, responsável em primeira instância pela Lava Jato, determinou que Bumlai voltasse para a prisão

O relator do caso é o ministro Teori Zavascki, que pode tomar uma decisão monocrática ou levar o pedido para ser analisado pelos demais ministros do Supremo.

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Em março deste ano, Moro, a pedido da defesa de Bumlai e contrariamente à manifestação do Ministério Público Federal, concedeu prisão domiciliar para que o pecuarista tratasse um tumor na bexiga. Durante o tratamento, Bumlai passou por uma cirurgia cardíaca e teve a prisão domiciliar ampliada até 19 de agosto.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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