Ministro do STF atendeu a pedido de Janot, que alegou falta de provas contra o presidente do Senado; Renan Calheiros ainda é alvo de outras oito investigações da Operação Lava Jato

Estadão Conteúdo

Peemedebista Renan Calheiros é um dos investigados no inquérito-mãe da Lava Jato
Antonio Cruz/ Agência Brasil
Peemedebista Renan Calheiros é um dos investigados no inquérito-mãe da Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki decidiu arquivar um dos nove inquéritos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na Lava Jato. Ele era investigado pela suspeita de ter recebido propina para facilitar contratos de empresas de praticagem com a Petrobras.

Teori acatou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou falta de provas para continuar as investigações contra o presidente do Senado no caso. Mas as apurações também ensejaram a denúncia contra o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), aliado do senador, oferecida ao STF no último dia 16 de junho.

Segundo a denúncia, Aníbal prometeu pagamento de propina de R$ 800 mil ao então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para permitir e facilitar a celebração de acordo entre a estatal e empresas de praticagem atuantes no Rio de Janeiro. O STF deverá decidir se acata ou não a acusação contra o parlamentar.

Com o arquivamento deste primeiro inquérito contra Renan, ainda restam oito inquéritos que envolvem a participação do senador no esquema de corrupção da Petrobras. Ele é um dos mais de 30 políticos alvos do inquérito-mãe das investigações, que apura o grupo por formação de quadrilha.

Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse ao Ministério Público que pagou R$ 30 milhões a Renan a título de propina. O senador também aparece em gravações feitas por Machado em que sugere mudar a lei da delação premiada um dos dispositivos fundamentais da Lava Jato.

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