Temer garante verbas para Saúde e Educação e se defende de "herança" de Dilma

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em discurso feito durante posse de presidentes da Petrobras e da Caixa, presidente interino afirmou que não se pode debitar os erros da gestão de Dilma Rousseff ao seu atual governo

Michel Temer discursa durante posse de novos presidentes de instituições (ao fundo)
Beto Barata/PR
Michel Temer discursa durante posse de novos presidentes de instituições (ao fundo)

O presidente interino Michel Temer garantiu, durante cerimônia de posse de presidentes de instituições financeiras na manhã desta quarta-feira (1), que não promoverá cortes no orçamento dos ministérios da Saúde e da Educação. Ele ainda se defendeu das críticas ao início de governo e disse que "não se pode debitar os erros da nossa heranca ao governo" atual.

Em um rápido discurso, Temer tentou se afastar da imagem de que vai acabar com investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do País. "Os percentuais [de verba] referentes à Saúde e à Educação não serão alteradas", garantiu. "E vamos manter os programas sociais", frisou.

Durante a cerimônia, que deu posse aos presidentes de estatais como a Petrobras, o BNDES e a Caixa Econômica Federal, o peemedebista também minimizou os vazamentos de áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, nos quais caciques do PMDB foram flagrados em suposta tentativa de barrar o andamento da Operação Lava Jato.

O senador Romero Jucá, o presidente do Senado Renan Calheiros e o ex-presidente do Brasil José Sarney tiveram suas conversas divulgadas - Romero Jucá pediu "afastamento". O ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, também teve seu diálogo registrado por Machado e pediu demissão nesta segunda-feira.

"Quero revelar, pela enésima vez, que ninguém vai barrar a Lava Jato. Não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nessa matéria."

"Mãos dadas"

O presidente interino aproveitou a cerimônia para, como tem feito em outras oportunidades, pedir "unidade" tanto à população quanto aos parlamentares na aprovaão de medidas econômicas. Até agora, Temer e sua equipe econômica enviaram ao Congresso projetos que alteram as metas fiscais, restringem os gastos públicos e estabelecem um teto para despesas da União. Até agora, os parlamentares aprovaram apenas a nova meta fiscal, cujo déficit será de R$ 170,5 bilhões.

"Temos de nos dar as mãos na tarefa de juntar os contrários no esforço de colocar os interesses do Brasil acima dos individuais", clamou.

No discurso, Temer ainda disse esperar que a posse de Pedro Parente (Petrobras), Gilberto Occhi (Caixa Econômica Federal), Paulo Rogério Caffarelli (Banco do Brasil), Ernesto Lozardos (Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas) e Maria Silvia Bastos (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ajude o governo a melhorar o cenário econômico do Brasil.

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