Baseada em investigações da Operação Acrônimo, PGR ofereceu denúncia contra Fernando Pimentel nesta sexta-feira

Estadão Conteúdo

Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, com a primeira-dama, Carolina Oliveira Pimentel
Luiz Costa/Hoje em Dia/Estadão Conteúdo
Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, com a primeira-dama, Carolina Oliveira Pimentel

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou à Justiça nesta sexta-feira (6) o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber propina para favorecer a montadora Caoa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pasta que ele comandou de 2011 a 2014.

O caso foi investigado na Operação Acrônimo. Conforme o inquérito, entre 2013 e 2014, a Caoa pagou R$ 2,1 milhões a duas empresas de Benedito Oliveira Neto, o Bené, considerado operador de Pimentel. Conforme as investigações, os valores foram "vantagens indevidas" para que o empresário conseguisse, junto a Pimentel e Mauro Borges, sucessor do petista no ministério, a edição de portarias do Programa Inovar Auto, que concederam incentivos fiscais à montadora.

Pimentel, Borges e a Caoa negam envolvimento em irregularidades.

A Polícia Federal sustenta que as empresas de Bené, supostamente de fachada, não prestaram efetivamente serviços à montadora, mas apenas foram usadas para emitir notas fiscais frias à empresa, o que é considerado lavagem de dinheiro, e ofertar propina aos envolvidos no esquema. Pimentel e sua mulher, Carolina Oliveira, teriam recebido "vantagens indevidas" de Bené, incluindo hospedagem num resort de luxo na Bahia, viagens de jatinho e aluguéis de carros.

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