Pedidos de investigação divulgados nesta terça-feira incluem diversos nomes, entre eles Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Edinho Silva, além do presidente da Câmara, Eduardo Cunha

Agência Brasil

O ex-presidente da República durante reunião da Executiva nacional do Partido dos Trabalhadores
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula - 19.04.16
O ex-presidente da República durante reunião da Executiva nacional do Partido dos Trabalhadores

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de três ministros do governo, do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e de parlamentares do PMDB, entre outros acusados, no principal inquérito da Operação Lava Jato.

A petição chegou ao Supremo em 28 de abril, mas só foi tornada pública nesta terça-feira (3). Janot pede ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo, a inclusão de diversos novos nomes no inquérito que investiga os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha. 

Entre eles estão, além do ex-presidente Lula e Cunha, os ministros Jaques Wagner, Ricardo Berzoini e Edinho Silva; os senadores Jader Barbalho e Delcídio do Amaral; os deputados Eduardo da Fonte, Aguinaldo Ribeiro, André Moura, Arnaldo Faria de Sá, Altineu Cortes, Manoel Junior e Henrique Eduardo Alves; o assessor especial da Presidência da República, Giles Azevedo; e os ex-ministros da Casa Civil Erenice Guerra e Antônio Palocci.

O procurador ainda solicitou abertura de investigação contra o pecuarista José Carlos Bumlai, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual; Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da estatal, e Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia.

Ao pedir a inclusão de novos envolvidos no inquérito, que está em andamento desde o ano passado, Janot sustenta que houve um aprofundamento nas investigações. As acusações estão baseadas, principalmente, nas afirmações feitas pelo senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) nos acordos de delação premiada.

“Esse aprofundamento das investigações mostrou que a organização criminosa tem dois eixos centrais. O primeiro, ligado a membros do PT, e o segundo, ao PMDB. No caso deste, as provas colhidas indicam para uma subdivisão interna de poder entre o PMDB da Câmara dos Deputados e o PMDB do Senado Federal", argumentou.

"Estes dois grupos, embora vinculados ao mesmo partido, ao que parece, atuam de forma autônoma, tanto em relação às indicações políticas para compor cargos relevantes no governo quanto na destinação de propina arrecadada a partir dos negócios escusos firmados no âmbito daquelas indicações."

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