Procurador que lidera investigação de esquema de propina na Petrobras rebate ataques de parlamentares governistas que veem possibilidade de operação ser abafada caso Dilma caia

Estadão Conteúdo

Deltan Dallagnol está à frente da Lava Jato e lidera a campanha
Agência Brasil
Deltan Dallagnol está à frente da Lava Jato e lidera a campanha "10 medidas contra a corrupção"



Coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol rebateu críticas de parlamentares governistas e afirmou que a aprovação do impeachment na Câmara não causará interferência nas investigações do esquema de corrupção instalado dentro da Petrobras. A declaração foi feita em sua página no Twitter como repercussão da votação que impôs o encaminhamento do processo contra Dilma no Senado Federal, aprovado no domingo (17).

"É uma investigação técnica, imparcial e apartidária. É importante ter em mente que, qualquer que seja a decisão, a Lava Jato continuará tendo muitos inimigos, número que cresce a cada dia que os investigados aumenta. [A operação] Continuará a ser atacada, de modo ostensivo ou sorrateiro, e nossa única proteção é a sociedade", escreveu em sua página.

Além de integrar a força-tarefa da Lava Jato, Dallagnol é um dos procuradores que encabeça a campanha "10 Medidas Contra a Corrupção", responsável por tentar aprovar um conjunto de propostas legislativas para coibir delitos que envolvam desvio de verbas públicas e atos de improbidade administrativa.

A campanha reúne vinte anteprojetos de lei que visam a regulamentar as dez medidas propostas, entre elas a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos e do caixa dois, o aumento das penas, a transformação da corrupção de altos valores em crime hediondo e a responsabilização dos partidos políticos por desvios.

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