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Jurista Miguel Reale Jr. discursa em plenário na abertura dos debates sobre admissibilidade do processo contra Dilma

O jurista Miguel Reale Jr. antes de seu depoimento na comissão do impeachment da Câmara
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados - 30.03.2016
O jurista Miguel Reale Jr. antes de seu depoimento na comissão do impeachment da Câmara

"Deputados, os senhores são nossos libertadores". Foi com essa frase, repetida diversas vezes em discurso de poucos minutos, que o jurista Miguel Reale Jr. reforçou o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na abertura dos debates sobre a admissibilidade do processo contra a petista, na manhã desta sexta-feira (15), na Câmara dos Deputados.

Um dos autores da denúncia que pede o impeachment – assinado com os advogados Hélio Bicudo e Janaína Paschoal –, Reale foi o primeiro orador da manhã a se declarar sobre o processo contra a presidente, com discurso feito antes do proferido pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que representa a defesa de Dilma.

“Nós vivemos um momento de grande aflição no País. Estamos aflitos, sequiosos de nos libertar desse grilhão de mentira e corrupção. Estamos envolvidos numa longa doença que domina a vida brasileira. Queremos surgir para a saúde. Senhores deputados, os senhores são os nossos libertadores”, disse, aos brados, Reale, acompanhado por opositores ao governo Dilma na tribuna da Casa.

"Tenho certeza que os senhores deputados têm consciência da gravidade deste instante. O pedido de impeachment vem carregado de desejo popular. Esta petição, se é assinada e subscrita por três brasileiros, é um pedido de milhões de brasileiros [...] Tem a anuência de 43 movimentos contra a corrupção que representam os milhões de brasileiros que foram à Avenida Atlântica, no Rio; à Praça da Liberdade, em Belo Horizonte; à Avenida Paulista, em São Paulo."

Aplaudido por opositores diante de um plenário ainda vazio no início da manhã, Reale repetiu o discurso sobre os supostos crimes de responsabilidade que embasam a denúncia do impeachment e encerrou sua fala com dez minutos de antecedência, não completando todo o tempo a que tinha direito para abordar a denúncia. 

Após dois dias de debates, a votação do impeachment ocorre no próximo domingo (17). Caso 2/3 da Câmara – 342 parlamentares – opte pela continuidade do processo, a ação segue para o Senado, que precisa aprová-la por maioria simples para que seja de fato instalado e Dilma, afastada. 

Veja fotos de protestos em defesa do impeachment de Dilma Rousseff:


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