PSDB pede investigação de Dilma e líder do MTST por incitação à violência

Por Estadão Conteúdo |

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Assinado pelo deputado Antonio Imbassahy, a representação também pede abertura de inquérito para apurar prática de constituição de "milícia armada" e improbidade administrativa

Estadão Conteúdo

Imbassahy diz que Dilma fez pronunciamentos
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados - 15.03.16
Imbassahy diz que Dilma fez pronunciamentos "indignos" de que impeachment é um golpe

A oposição protocolou nesta sexta-feira (1º) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a presidente Dilma Rousseff e o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, por suposta prática de incitação à violência como resistência ao pedido de impeachment em trâmite na Câmara dos Deputados.

Assinado pelo líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a representação também pede abertura de inquérito para apurar possível prática de constituição de "milícia armada" e improbidade administrativa.

Boulos, representante do MTST, teria dito nesta semana, em evento no Palácio do Planalto, que haverá mobilização nas ruas "para resistir a esse golpe". "Isso (golpe) não funciona mais hoje. Não funcionará e é por isso que dizemos: vai ter luta, vai ter resistência. Não passarão com esse golpe de araque no Brasil", teria dito Boulos, de acordo com a petição protocolada por Imbassahy.

Na representação, Imbassahy afirma que Dilma fez pronunciamentos "indecorosos e indignos do cargo que ocupa", ratificando o discurso de Boulos de que o atual processo de impeachment é um golpe.

"Ora, a presidente da República não tem o direito de dizer que um procedimento de impeachment que já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, e considerado legítimo, é golpe. O procedimento de impeachment existe justamente para saber se houve ou não o crime de responsabilidade. Se a presidente considera que não há crime de responsabilidade, cabe a ela defender-se nos autos desse processo. Esse é o direito que lhe assiste. Mas não lhe cabe provocar discursos inflamados, tentar jogar a população contra as instituições e tolerar ou amplificar promessas de resistência armada feitas nas barbas dos poderes constituídos brasileiros", diz a petição.

O líder da Minoria, deputado Miguel Haddad (PSDB-SP), anunciou nesta sexta-feira também que vai pedir investigação contra Dilma, contra o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTS), Alexandre Conceição, e o secretário de finanças e administração da Contag, Aristides Santos. Durante evento de regularização de propriedades rurais no Palácio do Planalto, eles teriam incitado a violência como resistência ao processo de impedimento da presidente.

Os discursos da petista e os eventos no Palácio do Planalto, que terminaram em atos para defender seu mandato, têm incomodado a oposição. "É inadmissível que o governo Dilma utilize a máquina pública para promover palanque de apoio e incitação à violência. O governo está agindo de forma irresponsável e deve responder por isso", justificou Haddad em nota divulgada nesta tarde.

O tucano reclama que Dilma não coibiu os discursos provocadores, entre eles o de Aristides Santos, que teria dito: "a forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe é ocupar as propriedades deles nas bases e no campo. Porque se eles são capazes de incomodar o ministro do Supremo Tribunal Federal, nós vamos incomodar também as casas e as fazendas deles". Haddad também menciona crítica do coordenador do MST ao juiz Sérgio Moro, que teria sido chamado de "golpista".

Veja fotos dos protestos de grupos pró-Dilma contra o impeachment na quinta:

Homem protesta no Rio de Janeiro contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foto: Ricardo Moraes/Reuters - 31.3.16Ato a favor do governo Dilma Rousseff no Rio de Janeiro. Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 31.03.16Protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Foto: Fabian Ribeiro/Estadão Conteúdo - 31.03.16Protesto pró-Dilma no DF condena Eduardo Cunha, Sérgio Moro, Aécio Neves, Gilmar Mendes e Michel Temer. Foto: Joel Rodrigues/Estadão Conteúdo - 31.03.16Protesto de entidades sindicais a favor do governo Dilma e contra o impeachment ,na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta quinta feira. Foto: JOEL RODRIGUES/ESTADÃO CONTEÚDOManifestante carrega faixa de "Não Vai Ter Golpe" em Belo Horizonte (MG). Foto: Flávio Tavares/Estadão ConteúdoManifestantes participam de mobilização nacional em defesa da democracia e contra o impeachment em Porto Alegre (RS). Foto: Eduardo Teixeira/Estadão ConteúdoAto contra o impeachment na Praça da Estação, em Belo Horizonte (MG). Foto: Flávio Tavares/Estadão ConteúdoManifestantes participam de ato em apoio à presidente Dilma Rousseff e contra o impeachment na Praça da Sé, no centro de São Paulo. Foto: CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDOManifestação contra o impeachment de Dilma Rousseff na Avenida Conde da Boa Vista, principal corredor viário do centro de Recife (PE). Foto: Bobby Fabisak/Estadão ConteúdoSalvador (BA) também tem protesto a favor da presidente Dilma Rousseff. Foto: Reprodução/FacebookNo ato na capital paulista, grupos também apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução/FacebookEm São Paulo, manifestantes se reúnem na Praça da Sé, na região central. Foto: Reprodução/FacebookMovimentos Sociais e a Central Única dos Trabalhadores realizam um ato contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Praça da Sé, centro de SP. Foto: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo


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