Deputados do colegiado querem ouvir doleiro e dois lobistas presos na Lava Jato na ação contra o peemedebista; comitiva irá a Curitiba para pedir que o juiz acelere a liberação

Estadão Conteúdo

Deputados Sandro Alex e Marcos Rogério terão encontro com o juiz Moro, na terça-feira (5)
Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados - 30.03.2016
Deputados Sandro Alex e Marcos Rogério terão encontro com o juiz Moro, na terça-feira (5)

A cúpula do Conselho de Ética na Câmara dos Deputados marcou audiência para a próxima terça-feira (5) na Justiça Federal do Paraná para pedir que o juiz federal Sérgio Moro autorize o depoimento das testemunhas arroladas no processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A reunião em Curitiba será fechada.

Nesta semana, o relator do processo disciplinar, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou seu plano de trabalho para a fase de instrução do processo e pediu para que fossem ouvidos como testemunhas de acusação o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano.

Rogério também decidiu convidar o ex-dirigente da BR Distribuidora João Augusto Henrique, Leonardo Meirelles, ligado a Youssef, o ex-gerente da Área Internacional da Petrobras Eduardo Vaz Musa, além do próprio representado. O colegiado não tem força de convocação, portanto as testemunhas são livres para recusar o convite.

Além do relator, devem participar da audiência com Moro o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), e o vice-presidente do Conselho, Sandro Alex (PPS-PR). Outros conselheiros também podem integrar a comitiva, entre eles o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), adversário de Cunha na Casa. Delgado afirma que a colaboração das testemunhas será importante para o andamento do processo contra o peemedebista. "Depois das delações, as pessoas podem ter disposição para falar. Então que elas colaborem", disse ao serviço Broadcast Político.

Os conselheiros vão pedir para que Moro acelere a liberação das testemunhas. Alguns estão em prisão domiciliar e outros seguem presos. "Queremos brevidade nisso. Podemos ouvi-las em dois dias", afirmou Sandro Alex.

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