Partido reúne seu diretório nacional nesta terça-feira e deve decidir pelo desembarque do governo da presidente Dilma

Reuters

Para o presidente da Câmara, ficará ruim para ministro do PMDB que permanecer no cargo
Agência Brasil
Para o presidente da Câmara, ficará ruim para ministro do PMDB que permanecer no cargo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (28) que se o PMDB confirmar o desembarque do governo da presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (29), não necessariamente adotará postura de oposição. "A partir daí (do rompimento), eu não diria que o PMDB será oposição. O PMDB será independente", disse.

Segundo ele, se algum ministro filiado ao partido permanecer no cargo mesmo após uma eventual decisão ratificando o rompimento, "ficaria ruim para eles". "Vai parecer que eles estão apegados aos cargos e que estes são mais importantes do que o interesse partidário", disparou.

O PMDB reúne seu diretório nacional na tarde desta terça-feira e deve decidir pelo desembarque do governo da presidente Dilma, que enfrenta um pedido de abertura de processo de impeachment na Câmara.

Nesta segunda-feira, uma fonte próxima ao vice-presidente Michel Temer, que preside o PMDB, disse que em conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Temer afirmou que o rompimento é "irreversível".

Também nesta segunda, Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara e integrante da ala peemedebista próxima a Temer, pediu demissão do comando do Ministério do Turismo, tornando-se o primeiro ministro do partido a deixar o governo Dilma pouco antes da formalização do rompimento da legenda com o Palácio do Planalto.

Veja quem do PMDB já saiu do ministério e quem ainda permanece:


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