Prazo de prisão temporária dos alvos da 26ª fase da operação vencia neste sábado e juiz optou por não ampliar custódias

Estadão Conteúdo

Moro durante seminário sobre papel do jornalismo na cobertura da Lava Jato, em novembro
Newton Menezes/Futura Press - 23.11.2015
Moro durante seminário sobre papel do jornalismo na cobertura da Lava Jato, em novembro

O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar nove investigados na mais recente fase da Operação Lava JAto, que apura suspeitas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro envolvendo a Odebrecht, em despacho neste sábado (26). Eles haviam sido presos em caráter temporário na etapa que foi batizada de Xepa, na terça-feira (22).

O prazo da prisão temporária dos alvos da Xepa vencia neste sábado e Moro optou por não prorrogar a custódia dos nove investigados (Álvaro José Galliez Novis; Antônio Claudio Albernaz Cordeiro; Antônio Pessoa de Souza Couto; Isaias Ubiraci Chaves Santos; João Alberto Lovera; Paul Elie Altit; Roberto Prisco Paraíso Ramos; Rodrigo Costa Melo; e Sergio Luiz Neves).

Apesar da soltura, Moro impôs aos nove investigados a ordem de não deixarem o País, além de obrigá-los a entregar seus passaportes à Justiça Federal em um prazo de três dias.

A medida restritiva foi imposta, segundo a decisão do juiz, porque executivos da Odebrecht foram deslocados para o exterior "obtendo refúgio" – de acordo com a força-tarefa, a empreiteira teria mandado funcionários para fora do Brasil com o objetivo de dificultar as investigações.

O juiz da Lava Jato deverá decidir na próxima segunda-feira (28) se envia ou não para o Supremo Tribunal Federal a superplanilha da Odebrecht apreendida na residência do executivo Benedicto Barbosa da Silva Júnior, alvo da Operação Acarajé, deflagrada em fevereiro.

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