A jornais estrangeiros, Dilma Rousseff reforça que não irá renunciar

Por Estadão Conteúdo | - Atualizada às

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Durante entrevista no Palácio do Planalto, presidente garantiu que não recebeu financiamento ilegal em sua campanha

Estadão Conteúdo

Presidente Dilma Rousseff:
Lula Marques/ Agência PT - 23.03.16
Presidente Dilma Rousseff: "Não vou dizer que é agradável ser vaiada. Mas eu durmo bem à noite."

Em entrevista a jornalistas estrangeiros nesta quinta-feira (24), a presidente Dilma Rousseff afirmou que o esforço da oposição para removê-la do Planalto "carece de bases legais". De acordo com o jornal "The New York Times", a presidente reforçou que não pretende renunciar e que retirá-la do cargo pode gerar "cicatrizes duradouras".

A reportagem descreve que Dilma adotou um tom "desafiador" na conversa, que durou mais de uma hora em seu escritório no Palácio do Planalto, insistindo que não irá deixar o governo. "Nós apelaremos a todos os meios legais disponíveis", garantiu a presidente. Segundo o "NYT", Dilma negou que tenha recebido financiamento ilegal em sua campanha.

O jornal norte-americano relembrou o imbróglio em torno da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. Em um editorial publicado no último sábado (19), o periódico classificou como "ridículas" as explicações de Dilma para justificar a nomeação de Lula, principalmente porque ocorreu em meio às denúncias de corrupção apuradas pela Operação Lava Jato.

Na entrevista desta quinta-feira (24), Dilma ressaltou a capacidade de negociação e articulação política de Lula e afastou a justificativa de que a nomeação é apenas para protegê-lo da Operação Lava Jato, dando foro privilegiado ao ex-presidente. O "NYT" destaca na reportagem uma pesquisa recente, que mostra que 68% da população é favorável ao impeachment e que os brasileiros têm saído às ruas para protestarem contra o governo. "Não vou dizer que é agradável ser vaiada. Mas não sou uma pessoa depressiva. Eu durmo bem à noite."

A reportagem destaca ainda que o impeachment de Dilma pode ser votado na Câmara e no Senado já no próximo mês e que a presidente ainda enfrenta outra possibilidade de perder o mandato – a análise de irregularidades no financiamento da chapa que a elegeu pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE). Neste caso, o vice-presidente, Michel Temer, não poderia assumir o Planalto.

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