Presidente emitiu nota sobre maiores atos políticos realizados na história; Polícia Militar montou esquema especial para evitar conflitos entre manifestantes favoráveis e contrários à petista

A presidente Dilma durante discurso em que pediu para atos serem pacíficos, na última sexta-feira
Charles Sholl/Futura Press - 11.03.16
A presidente Dilma durante discurso em que pediu para atos serem pacíficos, na última sexta-feira

Após a divulgação dos números que mostraram que os protestos deste domingo (13) contra o governo federal foram os maiores atos políticos já registrados no Brasil, a presidente da República, Dilma Rousseff, emitiu nota na qual elogiou a ausência de conflitos entre manifestantes ao longo do dia e enfatizou a importância de manifestações do tipo para a democracia. 

"A liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada", diz o curto texto, divulgado no início da noite. "O caráter pacífico das manifestações demonstra a maturidade de um país que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições."

Veja fotos dos protestos deste domingo:

Dilma passou o domingo no Palácio da Alvorada acompanhando pelo noticiário e por interlocutores as mobilizações pelo País, que era vista com alerta pelas Secretarias da Segurança Pública de ao menos seis unidades federativas devido ao temor de conflitos entre gupos contrários e favoráveis ao impeachment.

Ao longo da tarde, a presidente se reuniu com um grupo de ministros no Palácio do Alvorada para definir a resposta que o governo daria às manifestações. Em outros atos contrários ao governo, a petista chegou a escalar um de seus representantes para pronunciamento oficial – mas, desta vez, acabou optando pela nota de quatro linhas..

Estiveram presentes na reunião com a presidente os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e José Eduardo Cardozo (Advocacia Geral da União).

Além de registrar o maior protesto único da história – em São Paulo, onde entre 450 mil e 1,4 milhão de pessoas compareceram (números do Instituto Datafolha e da PM, respectivamente) –, o domingo também se consolidou com a maior série de atos em âmbito nacional já vista no País.

Cálculos oficiais divulgados pela Polícia Militar em todos os Estados onde houve atos mostram que o número de manifestantes chegou a 3,3 milhões ao longo do dia – o recorde anterior era de março de 2015, de cerca de 2 milhões. 

Para os grupos organizadores, aproximadamente 6,6 milhões de pessoas participaram dos protestos deste domingo, convocados para 415 cidades no Brasil além de outras 23 no exterior, em países como EUA, França e Inglaterra. 

* Com Estadão Conteúdo

Protesto contra a presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte, cidade onde a petista nasceu
Alberto Wu/Futura Press - 13.03.16
Protesto contra a presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte, cidade onde a petista nasceu


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