Presidente do partido, o senador Aécio Neves compareceu ao ato na capital paulista ao lado do governador Geraldo Alckmin e do líder tucano na Câmara, deputado Antônio Imbassahy

Imbassahy (de amarelo) aparece ao lado de Alckmin e Aécio no palanque montado pelo MBL
Luis Philipe Souza/iG São Paulo - 13.03.16
Imbassahy (de amarelo) aparece ao lado de Alckmin e Aécio no palanque montado pelo MBL

Um ano após os primeiros atos contra a presidente Dilma Rousseff, a cúpula PSDB, principal partido de oposição ao governo federal, compareceu pela primeira vez unida a uma manifestação anti-PT, no protesto realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (13).

De forma oficial, com direito a coletiva de imprensa e pose para fotos ao lado de caminhões de grupos sociais contrários ao Partido dos Trabalhadores, o presidente tucano, senador Aécio Neves, o governador paulista, Geraldo Alckmin, e o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy, foram juntos ao ato, procurando passar uma imagem consolidada de união da legenda em favor do impeachment de Dilma. 

Rivais dentro do partido na disputa pela Presidência da República, Aécio e Alckmin se encontraram no início da tarde no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, de onde saíram em uma van em direção ao protesto – na qual também estavam o senador tucano Aloysio Nunes e o presidente do partido Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força. 

Veja fotos dos protestos deste domingo:

Foi a primeira vez que Alckmin, mais contido tucano em relação à questão do impeachment, compareceu a um protesto de rua contra a presidente. Ele e os correligionários posaram para fotos em frente ao palanque montado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e depois seguiram para outro ponto de concentração dos manifestantes, próximo ao caminhão Vem Pra Rua.

Aécio, que só havia aderido aos atos de agosto, chegou a ir pela manhã ao protesto em Belo Horizonte, Estado que governou e pelo qual se elegeu senador, antes de viajar a São Paulo para o encontro simbólico com Alckmin. O trio se limitou a ficar pouco tempo em cada espaço por questões de segurança. 

À imprensa, Aécio opinou ser necessário confiar no impeachment da presidente como um dos caminhos para o Brasil "retomar o crescimento". "Vamos aguardar com serenidade, porém atentos, à discussão do processo, que se inicia na próxima quinta-feira (17)", disse ele.  

Bonecos infláveis de Lula e Dilma Rousseff montados no protesto realizado na Avenida Paulista
Newton Menezes/Futura Press - 13.03.2016
Bonecos infláveis de Lula e Dilma Rousseff montados no protesto realizado na Avenida Paulista

Apoiado por Alckmin na disputa pela Prefeitura paulistana, o empresário João Dória foi o único nome do PSDB que discursou no palanque dos movimentos. "O Brasil é verde e amarelo, nunca será vermelho", disse ele em referência à esquerda no País. "São milhões de brasileiros protestando por todo o País e isso vai fazer com que o Brasil mude ainda mais rápido do que o PT imagina."

Líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri comemorou a presença dos líderes tucanos na área de concentração do grupo. "Agora que eles encamparam a pauta do impeachment, achamos salutar que eles venham", apontou, enfatizando que o grupo precisa dos parlamentares para aprovarem o impeachment.

"Ainda assim, o Aécio [suspeito de irregularidades pela operação que investiga desvios da Petrobras] tem de ser investigado, assim como todos os que foram citados. No entanto, ele não está aqui como pessoa fisica, mas como presidente do maior partido de oposição do País."

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