PMDB veta novos cargos no governo e afirma que pode romper com Dilma em 30 dias

Por Estadão Conteúdo * | - Atualizada às

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Com Temer, Cunha e Renan lado a lado, convenção nacional do partido revela fortalecimento de possível saída do governo

Estadão Conteúdo

Michel Temer discursa para correligionários, entre eles Cunha, Renan e José Sarney, à esquerda
Divulgação - 12.03.2016
Michel Temer discursa para correligionários, entre eles Cunha, Renan e José Sarney, à esquerda

O PMDB definiu que nenhum dos filiados ao partido poderá aceitar cargos no governo federal pelos próximos 30 dias, período em que irá avaliar se rompe sua aliança com Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. A decisão foi aprovada na convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, neste sábado (12). 

O evento foi marcado especialmente pelos discursos contra o governo federal, com fortes críticas à presidente Dilma. A senadora Marta Suplicy, pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, fez coro aos correligionários, discursando que Michel Temer já estaria pronto para substituir a petista no Palácio do Planalto. Somente o vice-presidente da República e presidente do PMDB evitou críticas mais duras, pedindo para que os ânimos não se acirrem.

Segundo dirigentes do partido, a deliberação que proíbe filiados de aceitarem novos cargos passa a valer já neste sábado (12) e tem validade até que o diretório se reúna para tomar uma decisão definitiva. Isso impede, na prática, que o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) assuma na próxima semana a Secretaria de Aviação Civil (SAC).

O ministério foi oferecido pelo Planalto à bancada mineira do PMDB da Câmara em troca de apoio à recondução de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança do partido na Casa. A expectativa era que a entrega fosse oficializada na próxima semana. Com a deliberação, no entanto, os planos de Lopes devem ser frustrados.

Inicialmente, o ex-ministro da Pasta Eliseu Padilha (RS) anunciou o deputado mineiro como "futuro ministro" e chegou a dizer na convenção que todas as moções deveriam ser aprovadas nos próximos 30 dias, mas lideranças do PMDB confirmam nos bastidores que o impedimento para assumir novos cargos vale desde já.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, entrou em contato com o diretório mineiro do partido para acordar a validade imediata da restrição. O ex-ministro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB, confirmou o veto a Lopes.

"Enquanto corre o prazo, neste período, por precaução, por afirmação, a convenção aprovou uma outra moção, de que nenhum companheiro pode assumir um cargo no governo até o diretório nacional tomar a posição definitiva", afirmou.

"É importante que se intente que a posição definitiva a ser tomada pelo diretório será cumprida, o que significa que, se votar o diretório pelo rompimento com o governo, os companheiros que têm cargos no governo vão ter de deixar esses cargos. Senão, terão de sair do PMDB."

Franco enfatizou que a decisão "não é contra" Mauro Lopes, mas confirmou que ele não poderá assumir a SAC, como era previsto. Procurado, o deputado mineiro não atendeu as ligações da reportagem.

* Com iG São Paulo

Veja fotos do mais recente protesto anti-Dilma, realizado em dezembro:

Manifestantes de Brasília reproduziram um caixão que seria do corpo da presidente Dilma Rousseff, em alusão ao processo de impeachment. Foto: Lula Marques/ Agência PT - 13.12.15Manifestantes se reúnem na frente do Congresso Nacional, em Brasília. Foto: Lula Marques/ Agência PT - 13.12.15Manifestantes de Brasília inflaram boneco gigante da presidente Dilma Rousseff. Foto: Charles Sholl/Futura Press - 13.12.15Protesto a favor do impeachment em  Brasília. Foto: Charles Sholl/Futura Press - 13.12.15Protesto em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil - 13.12.15Protesto em SP. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press - 13.12.15Em dia de calor, manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo. Foto: David Shalom/iG São Paulo - 13.12.15Cidadãos de São Paulo a favor do impeachment de Dilma Rousseff pedem fim à corrupção. Foto: David Shalom/iG São Paulo - 13.12.15Protesto na Avenida Paulista, em São Paulo, tem 'pato gigante'. Foto: David Shalom/iG São Paulo - 13.12.15Orquestra na Avenida Paulista. Foto: David Shalom/iG São Paulo - 13.12.15Caminhões de som e manifestantes atrapalham circulação de ciclistas na Avenida Paulista. Foto: David Shalom/iG São Paulo - 13.12.15Protesto na Avenida Paulista, em SP, atrapalha quem anda de bicicleta na via. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press - 13.12.15Protesto na Praça Santos Andrade, em Curitiba, no Paraná. Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press - 13.12.15Deputado Jair Bolsonaro participou de protesto no Rio de Janeiro. Foto: jose lucena/Futura Press - 13.12.15Protesto contra a presidente Dilma Rousseff em Curitiba, no Paraná. Foto: Rodrigo Félix Leal/Futura Press - 13.12.15


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