Senador estaria esperando apenas seu acordo de delação premiada ser homologado pelo STF para pedir desligamento

Estadão Conteúdo

Delcídio do Amaral mencionou em sua delação premiada Dilma Rousseff e ex-presidente Lula
Charles Sholl/Futura Press - 09.07.15
Delcídio do Amaral mencionou em sua delação premiada Dilma Rousseff e ex-presidente Lula

Ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral já se prepara para se desfiliar do PT. O senador, suspenso da legenda desde o ano passado quando foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, espera apenas seu acordo de delação premiada ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar a carta ao partido. 

A "carta" está pronta e seria sucinta – só tem uma linha em que comunica a desfiliação e dá cordiais saudações. A decisão do Supremo, na pessoa de Teori Zavascki, é esperada para a próxima segunda-feira (14).

O político decidiu contar o que sabe à Justiça e, segundo reportagem da revista "IstoÉ", acusou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de atuarem para prejudicar as investigações da operação. O parlamentar também afirmou que Dilma tinha conhecimento das polêmicas cláusulas na compra da refinaria de Pasadena, em 2006. Dilma rechaçou as acusações e disse que o senador tentou atingi-la por "vingança".

Delcídio também mencionou em sua delação o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e cinco nomes da cúpula do PMDB no Senado: Renan Calheiros (AL), Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA). Ao todo, a delação do parlamentar tem 400 páginas.

Único parlamentar que já foi filiado ao PSDB e ao PT, Delcídio do Amaral foi preso em 25 de novembro de 2015 por determinação do STF após ser flagrado em conversas com Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, em que tentava obstruir as investigações da Lava Jato.

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