Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, presidente Dilma Rousseff nem sequer está sendo investigada

Após a  entrevista coletiva sobre a 24ª fase da Operação Lava Jato, na manhã desta sexta-feira (4), o procurador do Ministério Público Carlos Fernando dos Santos Lima conversou com a imprensa e afirmou que, por enquanto, não há chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso. 

Movimentação na sede da Polícia Federal, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo
ESTADÃO CONTEÚDO/FELIPE RAU
Movimentação na sede da Polícia Federal, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo

"Não há nenhum pedido de prisão e, neste momento, não vejo nenhum motivo pra isso", afirmou, acrescentando que ainda são investigadas as palestras realizadas pelo petista, através da Lils Palestras. Quase metade delas (47%) foram pagas por OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e UTC, que também são as maiores doadoras do Instituto Lula. "Queremos saber se essas palestras realmente existiram, onde ocorreram e em que circunstâncias", completou Lima.

Questionado sobre se Dilma Rousseff estaria sendo investigada, o procurador lembrou a situação de foro privilegiado da presidente e descartou qualquer ação em curso em Curitiba envolvendo a petista.

Ao todo, são 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva. Os principais alvos são, além do ex-presidente, seu filho Fabio Luiz Lula da Silva, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, e outros diretores e pessoas ligadas ao ex-presidente da República. 

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