Conselho de Ética aprova relatório e Cunha será investigado

Por Paula Pacheco - iG São Paulo | - Atualizada às

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O presidente da Câmara dos Deputados terá um prazo de dez dias úteis para apresentar sua defesa e provar que não faltou com a ética ao dizer que não tem conta no exterior

O parlamentar é julgado por ter dito a integrantes de CPI que não tinha contas no exterior
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 18.2.16
O parlamentar é julgado por ter dito a integrantes de CPI que não tinha contas no exterior

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) bem que tentou manobrar para que o Conselho de Ética não conseguisse se reunir para votar o relatório do parlamentar Marcos Rogério (PDT-RO) na madrugada desta quarta-feira (2), mas desta vez a artimanha não funcionou.

Por 11 votos a 10 (com o desempate do presidente do Conselho, José Carlos Araújo), foi aprovado o parecer que trata da admissibilidade contra Cunha. A representação foi apresentada pelo PSOL e a Rede e sofreu várias interferências do presidente da Casa e de seus aliados. Agora o peemedebista terá dez dias úteis para apresentar a defesa escrita e poderá listar até oito testemunhas. Os deputados contrários a Cunha festejaram a votação.

Mas primeiro o grupo de opositores teve de driblar mais uma manobra de Cunha, que abusou novamente das suas prerrogativas como presidente da Câmara para protelar os trabalhos da Conselho de Ética. O peemedebista prolongou a sessão plenária desta terça-feira (1) para até 23 horas para que os parlamentares integrantes do conselho não pudessem se reunir para discutir justamente o processo contra Cunha.

O parlamentar é julgado por quebra de decoro ao dizer aos integrantes da CPI da Petrobras que não tinha contas no exterior – o que foi questionado e vem sendo investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR),

Mas a estratégia não adiantou. Os parlamentares do conselho começaram a reunião assim que a sessão plenária terminasse. Foi o segundo encontro do dia. No primeiro, por volta das 14h30, deputados favoráveis e contrários a Cunha se enfrentaram e discutiram.

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