Adams defende contas de Dilma em audiência pública no Congresso

Por Estadão Conteúdo |

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Advogado-geral da União reafirmou que os argumentos do TCU não são suficientes para rejeitar as contas de Dilma

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De saída da AGU, advogado-geral da União, Luís Adams, se despediu de congressistas
Cristiane Mattos/Futura Press - 19.1.16
De saída da AGU, advogado-geral da União, Luís Adams, se despediu de congressistas

Terminou nesta terça-feira (1º) a audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) que tinha como objetivo ouvir o ministro relator das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff no Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, responsável por defender as contas da presidente.

Nardes foi o primeiro a falar e se retirou após sua explanação com o argumento de que precisava presidir uma sessão no TCU. A ação de Nardes gerou um desconforto na sessão e parlamentares questionaram a atitude do ministro. A presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) chegou a falar que estava "insatisfeita" com o ministro.

Já o advogado-geral da União, que está de saída do cargo e deixará a Advocacia Geral da União (AGU) nas mãos do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, defendeu mais uma vez as contas da presidente e reafirmou que os argumentos do TCU não são suficientes para rejeitar as contas de Dilma. Adams reforçou que o tribunal não respeitou sua própria jurisprudência. O advogado-geral reforçou que é preciso decidir uma metodologia e que não é possível avaliar os temas de formas diferentes.

A presidente da CMO quer votar nos próximos 29 dias se a comissão concordará com o parecer de rejeição das contas encaminhado pelo TCU ou se irá aprovar com ressalvas, como sugere o relator na CMO, senador Acyr Gurgacz (PDT-PR). Rose permanecerá no cargo até a última terça-feira de março e quer terminar os encaminhamentos ainda na sua gestão.

O relator das contas na Comissão, que apresentou um parecer pela aprovação com ressalvas das contas, afirmou que sua decisão levou em conta um trabalho técnico e com consultorias do Congresso e de fora. "O que me parece é que há uma preocupação de quem é contra o governo e de quem é a favor do governo", disse o senador.

Em sua fala, o ministro Nardes fez questão de ressaltar que o trabalho do TCU é técnico e que os analistas que ajudam na confecção dos votos são concursados e independentes de partidos políticos.

Depois da votação das contas pela CMO, o plenário do Congresso também precisará votar o tema. A recomendação do TCU pela rejeição das contas de Dilma foi decidida por unanimidade pela Corte ainda no ano passado.

Saída

Em sua última sessão no Congresso como advogado-geral da União, o ministro aproveitou sua fala para se despedir dos congressistas e agradecer o tratamento que recebeu ao longo dos anos. Adams recordou uma situação na qual teve de comparecer a duas audiências no mesmo dia, mas ressaltou que o debate é sempre "com muita qualidade". "Eu, de fato, estou de saída. Eu quero agradecer a esta casa toda a atenção que eu pessoalmente tive e sempre fui mais do que bem recebido", disse.

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