Maioria dos brasileiros acredita que Lula foi beneficiado por empreiteiras

Por iG São Paulo |

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Seis em cada dez eleitores acha que ex-presidente foi favorecido com obra em tríplex, segundo pesquisa Datafolha

Lula admitiu que sítio foi comprado por amigo Jacó e reforma foi executada por Bumlai
CARLOS NARDI/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO
Lula admitiu que sítio foi comprado por amigo Jacó e reforma foi executada por Bumlai

A maior parte dos eleitores brasileiros acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beneficiado por construtoras investigadas na Operação Lava Jato, segundo pesquisa divulgada neste sábado (27) pelo Instituto Datafolha. As suspeitas giram em torno de reformas em um tríplex, no Guarujá (SP), e em um sítio, em Atibaia (SP). Os dois imóveis são atribuídos ao ex-presidente – que nega ser o proprietário deles.

De acordo com o levantamento, 62% dos brasileiros creem que o ex-presidente foi favorecido no caso do tríplex no edifício Solaris, que foi reformado pela construtora OAS – cujo ex-presidente Léo Pinheiro foi condenado na Lava Jato. A maior parte desse grupo (58%) acredita que a construtora recebeu vantagens do governo de Lula como forma de retribuição.

Já no caso do sítio de Atibaia, que teria sido reformado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS junto ao pecuarista José Carlos Bumlai, o percentual de brasileiros que acreditam na ocorrência de um "toma lá, da cá" na relação entre Lula e as construtoras chega a 55%.

Apesar das desconfianças sobre o ex-presidente Lula, o petista continua sendo apontado como o "melhor presidente do Brasil" na visão dos eleitores. Lula foi indicado ao posto por 37% dos entrevistados pelo Datafolha. O tucano Fernando Henrique Cardoso aparece na segunda colocação, com 15% da preferência.

O peessedebista, no entanto, aparece à frente de Lula num ranking de personalidades mais confiáveis para o brasileiro – que segue liderado pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

O Datafolha realizou 2.768 entrevistas em 171 municípios entre os dias 24 e 25 de fevereiro. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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