Eduardo Cunha: "Prisão de marqueteiro do PT não afeta processo de impeachment"

Por Agência Câmara |

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Presidente da Câmara comemorou decisão do STF a seu favor e disse que Operação Acarajé poderá "aumentar ou diminuir" a disposição de quem quer apoiar ou não a saída de Dilma

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Eduardo Cunha:
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 18.2.16
Eduardo Cunha: "José Carlos Araújo faz questão de errar na condução dos trabalhos no Conselho de Ética"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarou nesta terça-feira (23) que a Operação Acarajé, da Polícia Federal, não deve interferir no andamento do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, que será analisado pela Câmara.

Na nova etapa da operação Lava Jato, foi expedido um mandado de prisão temporária do publicitário João Santana, que trabalhou nas campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT. Investigadores suspeitam que Santana tenha sido pago com dinheiro de propina relativa a contratos da Petrobras.

Cunha voltou a dizer que o pedido de impeachment terá curso normal na Casa, assim que o Supremo Tribunal Federal esclarecer as dúvidas apresentadas pela Câmara com relação ao rito do processo. O presidente lembrou que o prazo para apresentação dos votos dos ministros do STF venceu na semana passada e que é aguardada a publicação do acórdão. Ele acredita que a decisão ocorrerá em breve e lembrou da mobilização dos partidos de oposição para pedir rapidez nessa decisão do Supremo.

Cunha não quis entrar no mérito da Operação Acarajé. “Eu não sou comentarista de decisões judiciais”. Mas ressaltou, entretanto, que a natureza desse processo é diferente do que está em análise na Câmara relativo ao impeachment. Na visão do presidente, a Operação Acarajé poderá apenas aumentar ou diminuir a disposição de quem quer apoiar ou não o processo de impeachment.

Sobre a decisão da ministra Rosa Weber nesta terça (23), que indeferiu pedido de liminar apresentado pelo presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), Cunha considerou a decisão “absolutamente esperada”. Na ação, Araújo contesta a decisão do 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que determinou a retomada, desde o estágio inicial, do processo contra o presidente da Casa no Conselho de Ética.

Cunha acrescentou que não é possível pensar que o STF vai mudar a forma de interpretação do Regimento Interno da Câmara. E voltou a fazer críticas ao deputado José Carlos Araújo que, segundo Cunha, “faz questão de errar “ na condução dos trabalhos no Conselho de Ética.

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