Executivos da Andrade Gutierrez fazem acordo com o MPF e deixam a prisão

Por Agência Brasil |

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Ex-presidente e ex-diretor serão monitorados via tornozeleira eletrônica; juiz Moro suspendeu ação penal contra os dois

Agência Brasil

Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, foi preso em junho do ano passado em sua casa, em São Paulo
Reprodução/Youtube
Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, foi preso em junho do ano passado em sua casa, em São Paulo

Dois ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez, presos na Operação Lava Jato em junho do ano passado, vão cumprir prisão domiciliar.

Conforme acordo de delação premiada assinado com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-presidente da empreiteira Otávio Marques de Azevedo e o ex-diretor Elton Negrão passarão a ser monitorados por tonozeleira eletrônica.

Na decisão, o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, também suspendeu a ação penal que os acusados respondem na Lava Jato. No mês passado, nas alegações finais entregues ao juiz, além de pedir a condenação de 11 réus ligados à empreiteira, o MPF pediu ainda a devolução de R$ 729 milhões referentes aos valores indevidos pagos a ex-diretores da Petrobras.

Em novembro do ano passado, a empreiteira assinou acordo com a força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, pelo qual decidiu colaborar com as investigações sobre a existência de um cartel de licitações na Petrobras e reconhecer a prática de crimes, bem como pagar multa de cerca de R$ 1 bilhão pelos prejuízos causados com desvios de dinheiro público nas obras da Usina Nuclear Angra 3 e de estádios da Copa do Mundo de 2014.

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