Para FHC, acusação de Cerveró sobre propina na Petrobras é vaga

Por iG São Paulo |

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O ex-diretor da Petrobras não explica, no entanto, quem recebeu a propina no negócio de US$ 1,027 bilhão fechado na compra da argentina Pérez Companc, em 2002

FHC usou sua conta no Facebook para negar acusação feita por Cerveró
Reprodução/Facebook - 11.1.16
FHC usou sua conta no Facebook para negar acusação feita por Cerveró

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou sua conta no Facebook para se defender da acusação do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nester Cerveró, investigado na Operação Lava Jato por recebimento de propina. Em depoimento dado à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-executivo teria afirmado que a venda da empresa petrolífera Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) de US$ 100 milhões.

Nestor Cerveró: acusação sobre propina em 2002 foi rebatida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
Wilson Dias/ Agência Brasil - 4.2.15
Nestor Cerveró: acusação sobre propina em 2002 foi rebatida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

“Não tenho a menor ideia da matéria. Na época o presidente da Petrobras era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação politico partidária. Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”, publicou o ex-presidente da República na redes social.

A Petrobras comprou 58,62% das ações da Pérez Companc e 47,1% da Fundação Pérez Companc em 2002. A companhia brasileira, sob o comando do presidente Francisco Gros, desembolsou US$ 1,027 bilhão pela Pérez Companc.

As acusações de Cerveró estão no documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso em novembro, e fariam parte do resumo das informações que o ex-executivo prestou à PGR antes de fechar o acordo de delação premiada. 

Na declaração, no entanto, Cerveró não explica quem teria recebido a propina ou quem teria feito o pagamento. 


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