Envolvidos na Operação Lava Jato foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (7)

Denúncia contra Delcídio do Amaral chegou ao STF
Foto: Geraldo Magela /Agência Senado
Denúncia contra Delcídio do Amaral chegou ao STF

A Procuradoria-Geral da República denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (7) o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e outras três pessoas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato: seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira Rodrigues, Edson de Siqueira (ex-advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Ceveró) e o ex-controlador do banco BTG Factual, André Esteves.

Todos são acusados de impedir e dificultar a investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa e patrocínio infiel. O crime de exploração de prestígio também é atribuído a Delcídio, Diogo Ferreira e Siqueira.

A denúncia foi feita antes do encerramento do prazo, que seria em 9 de dezembro. 

Todos estão presos por determinação do Supremo.

Caberá a Segunda Turma da Corte analisar a abertura de ação penal contra os acusados. O julgamento deverá ocorrer em 2016, devido ao período de recesso do Judiciário. As penas para os crimes citados variam de três e oito anos de prisão.

Delcídio e seu chefe de gabinete estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ribeiro e Esteves estão em um presídio no Rio de Janeiro. As prisões foram executadas em 25 de novembro.

A PGR usou depoimentos da delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e do filho dele, Bernardo Cerveró, para embasar a denúncia contra os acusados.

A procuradoria sustenta que Delcídio tentou dissuadir Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), ou que, se isso acontecesse, que evitasse delatar o senador e também André Esteves.

* Com Agência Brasil

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