Grupos anti-Dilma celebram e iniciam atos festivos pelo impeachment no País

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha aprovou abertura de processo pela queda da petista nesta quarta-feira

Grupos favoráveis à queda da presidente fazem protesto em Brasília: pressão começou em março
Valter Campanato/Agência Brasil
Grupos favoráveis à queda da presidente fazem protesto em Brasília: pressão começou em março

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mal acabara de anunciar a abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff e grupos que pedem desde o início do ano a queda da presidente da República já celebravam a medida com mensagens de ufanismo e atos festivos nas ruas de algumas das principais capitais do País. 

Em poucos minutos, os principais movimentos organizadores dos atos pela saída da petista do poder anunciaram uma série de manifestações para celebrar, ainda no início da noite desta quarta-feira (2), a decisão.

Nas redes sociais, foram confirmados protestos nas capitais São Paulo, Belém, Belo Horizonte, Rio, Palmas e João Pessoa, além das cidades paulistas de Campinas, Guarulhos e Sorocaba. Todos são organizados pelo Movimento Brasil Livre, responsável pela realização dos principais atos contra a presidente em 2015, com o apoio do Vem Pra Rua e do Revoltados Online.

"Finalmente, o Congresso encaminha o processo de impeachment. O Brasil está mudando e o povo, começando a ser respeitado, a ter poder para pedir o que realmente quer e o que realmente merece para ser respeitado", afirmou, em vídeo, o líder do Vem Pra Rua, o empresário Rogério Chequer. "Temos muitos passos pela frente, a guerra não está ganha, é apenas uma batalha."

"A partir de agora, os deputados estão todos desesperados, a oposição, alvoroçada, e o povo vai ter um papel muito importante", disse Fernando Holiday, uma das mais conhecidas vozes do Movimento Brasil Livre.

"Muito em breve, vamos ter de voltar às ruas para continuar cobrando os deputados da oposição, da situação e mesmo os que estão em cima do muro. O impeachment de Dilma Rousseff agora é uma realidade. O que fizemos em 2015 não foi em vão. Mas o processo ainda não acabou. Precisamos continuar nas ruas, continuar lutando e cobrando."

Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua:
David Shalom/iG São Paulo
Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua: "Ganhamos uma batalha, mas ainda não a guerra"

Força das ruas
O texto, entre tantos outros protocolados ao longo do ano, aceito por Cunha para dar prosseguimento ao processo de impeachment é aquele de autoria do jurista Hélio Bicudo, militante histórico do Partido dos Trabalhadores, escolhido pelos movimentos anti-Dilma para ser protocolado na Câmara dos Deputados, em outubro.

Na ocasião, representantes dos principais movimentos contrários à permanência da petista no Poder Executivo compareceram a Brasília para pressionar deputados oposicionistas a abraçarem a causa. Bonecos infláveis fazendo troça com a presidente e seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva, proliferaram na capital federal.

"As manifestações populares que ocorreram no Brasil inteiro – em 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto – não foram em vão! Atendendo ao pedido das ruas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment", escreveu a equipe do presidente da Câmara nas redes sociais, no início da noite desta quarta-feira (2). A aceitação do pedido de impeachment veio no momento em que o deputado se vê prestes a enfrentar um processo pela cassação de seu próprio mandato, abertamente apoiado pelo PT.

Veja abaixo anúncio de Cunha da abertura do processo de impeachment:

"A partir de agora, uma comissão formada por deputados de todas as bancadas emitirá parecer ao impeachment, que posteriormente segue para análise do plenário do Senado, processo que será acompanhado por toda a população."

Ao longo dos últimos meses, os movimentos anti-Dilma iniciaram novas táticas de pressão pela queda da presidente, com acampamentos em Brasília e debates diários, no corpo a corpo, com deputados em busca de apoio no processo, panelaços durante discursos da presidente e atos menores, mas regulares, em diversas capitais. 

Os atos foram uma forma que grupos contra a presidente encontraram para pressionar pelo impeachment, já que os protestos de rua, como aquele que atraiu centenas de milhares às ruas da capital paulista em março, foram minguando com o passar dos meses. 

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