Maria Eugênia Amaral rebate texto publicado em jornal, diz que tem orgulho do pai e que o vê como um exemplo de vida

Maria Eugênia, Delcídio do Amaral, Maria Eduarda e a mulher Maika Amaral, respectivamente
Reprodução/Instagram
Maria Eugênia, Delcídio do Amaral, Maria Eduarda e a mulher Maika Amaral, respectivamente

Em resposta a um texto da publicação "Jornal da Cidade Online", que questionava o que o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), contaria a suas família após ter sido preso no âmbito da Operação Lava Jato, Maria Eugênia Amaral, filha do senador, defendeu o pai e demonstrou apoio a ele.

O jornal recebeu um pedido de Maria Eugênia para que divulgasse um texto de sua autoria, no qual rechaça o artigo publicado anteriormente. Nele, ela critica a jornalista autora da matéria e deixa claro que está do lado de Delcídio independente do que aconteceu.

"O meu pai é e sempre será o meu herói, a minha fortaleza e tenho orgulho de dizer que ele é o exemplo da minha vida", declara. Maria Eugênia alega não estar envergonhada pela situação do pai, e que tanto ela quanto a irmã, Maria Eduarda, ainda admiram o senador.

Senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso na última quarta-feira no âmbito da Lava Jato
Jefferson Rudy/Agência Senado - 24.11.2015
Senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso na última quarta-feira no âmbito da Lava Jato

"Eu acredito e tenho certeza do caráter, postura e grande homem que o meu pai é. Nós somos família e ele não precisa me explicar a pessoa maravilhosa que ele é", complementa. Por fim, a jovem, ao assinar o texto, exalta novamente o orgulho que tem do pai. "Orgulhosamente, filha do senador Delcidio do Amaral", finaliza.

Operação Lava Jato

O ex-líder do governo no Senado foi preso preventivamente, na última quarta-feira (25), com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), após o Ministério Público apresentar evidências de que Amaral tentava atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, mostrou uma gravação em que o senador oferecia a ele ajuda para fugir do Brasil para que não prestasse depoimento de delação premiada. Amaral ainda teria ofertado um pagamento de R$ 50 mil por mês à família de Cerveró para não citar seu nome em depoimentos.

Cerveró, que teria sido indicado por Amaral para o cargo, acusou o senador de participar de um esquema de desvio de recursos relacionado à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, comprada pela estatal de forma superfaturada.

Segundo a assessoria de imprensa de Delcídio do Amaral, o ex-líder do governo no Senado está “abatido, porém sereno e concentrado” com seus advogados para provar sua inocência o quanto antes.  Em depoimento na última quinta-feira (26), Delcídio negou ter tentado obstruir as investigações da Lava Jato. A oitiva durou quase quatro horas e, segundo a defesa do senador, ele respondeu a todas as perguntas e esclareceu o episódio no qual é acusado de obstruir a Justiça.

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