Presidente terá encontros até quarta-feira para falar sobre a redução dos ministérios, que devem passar de 39 para 29

Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff vai se reunir a partir desta segunda-feira (21) com líderes da base aliada na Câmara e no Senado para discutir a reforma administrativa, que deve cortar dez dos 39 ministérios.

As mudanças só serão anunciadas depois da reunião. A previsão é que o anúncio da reforma administrativa ocorra até a próxima quarta-feira (23).

Dilma também deve encaminhar ao Congresso as medidas do pacote fiscal e a PEC da CPMF
Charles Sholl/Futura Press - 21.9.15
Dilma também deve encaminhar ao Congresso as medidas do pacote fiscal e a PEC da CPMF

O assunto foi tratado pela manhã na reunião de coordenação política com a presença de Dilma, do vice-presidente Michel Temer e de ministros e líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso Nacional.

A reforma administrativa também deve incluir cortes em estruturas internas de órgãos, ministérios e autarquias, a diminuição de cargos comissionados no governo, os chamados DAS, a venda de imóveis da União e a regularização de terrenos.

Ainda esta semana a presidente também deve encaminhar ao Congresso Nacional as medidas do pacote fiscal e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria a nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A proposta do governo é que o imposto tenha alíquota de 0,20% e duração de quatro anos, com o objetivo de financiar o déficit da Previdência Social.

A análise de vetos presidenciais que estão na agenda do Congresso Nacional para esta semana e têm impacto no equilíbrio das contas públicas também foi tema da reunião de coordenação política. A orientação é que a equipe de governo converse com os parlamentares sobre a importância da manutenção dos vetos.

Na lista, estão vetos do Planalto que evitam a criação de despesas aprovadas pelos parlamentares, como o projeto de lei que reajusta os salários dos servidores do Judiciário e matérias que vinculam os benefícios dos aposentados ao reajuste do salário mínimo e flexibilizam o fator previdenciário no cálculo de aposentadoria.

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