Decisão de Sérgio Moro relaciona lavagem de dinheiro com apartamento avaliado em R$ 7,5 milhões no Rio

O Dia

O juiz federal Sérgio Moro condenou Nestor Cerveró nesta terça-feira a cinco anos de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro. O ex-diretor da área Internacional da Petrobras também é réu em outra ação penal e essa foi sua primeira condenação.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cerveró adquiriu um apartamento valiado em R$ 7,5 milhões, no Rio de Janeiro, por meio da empresa Jolmey do Brasil, criada para ocultar o dinheiro recebido pelo ex-diretor. Ele enviou o dinheiro para contas no exterior através de empresas offshore da Suíça e Uruguai.

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De acordo com Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, a venda do imóvel irá ressarcir a empresa. "Após a alienação, o produto da venda será revertido à vítima dos crimes antecedentes, a Petrobras", diz um trecho do despacho do juiz.

“Note-se que a empresa Jolmey do Brasil não realizou outro investimento imobiliário no Brasil ou desempenhou qualquer outra atividade econômica lícita, sendo que todo o dinheiro que circulou em sua conta-corrente era oriundo dos ‘aluguéis’ pagos por Cerveró”, alega do MPF.

Cerveró foi preso em em janeiro quando desembarcava no Aeroporto Internacional Tom Jobim, Galeão, no Rio. Ele permaneceu, desde então, na carceragem da superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

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