Joaquim Levy cobra agilidade do Congresso na aprovação do pacote fiscal

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Ministro da Fazenda disse que Brasil não atrairá investimentos sem antes fazer o reequilíbrio das contas públicas

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cobrou nesta segunda-feira (25) agilidade do Congresso para que finalize a votação das medidas do ajuste fiscal. Segundo o ministro, "delongas" por parte do Parlamento não vão favorecer a retomada do crescimento.

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Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reúne-se com integrantes do Carf
Marcello Casal Jr/Abr - 20.5.15
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reúne-se com integrantes do Carf


Levy explicou que até para que o governo possa atrair investimentos na área de infraestrutura, é necessário que se faça o reequilíbrio fiscal.  

"O governo está atuando em diversas frentes. Hoje mesmo estávamos discutindo o financiamento da infraestrutura. A gente tem feito contato com diversas fontes, de maneira fácil. No entanto, a gente não vai ter financiamento a longo prazo se a gente não tiver equilíbrio fiscal", disse Levy em entrevista coletiva após a reunião da coordenação política no Palácio do Planalto.

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"Todas estas medidas são concatenadas, mas é necessário que possamos concluir esta etapa", afirmou. "O empresário não quer privilégio, ele quer clareza. Ninguém vai investir, por exemplo, se não ter clareza de que daqui a 10 anos a Previdência será sustentável."

Já o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, procurou defender o pacote e desmistificar a ideia de que o governo estaria cortando direitos trabalhistas com as medidas propostas pelo Planalto e que estão sob apreciação do Congresso.

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"Não é verdade que a gente está cortando direitos", ponderou Mercadante ao explicar que o cadastro do seguro defeso, por exemplo, apresenta distorções. Ele comparou com o cadastro feito pelo governo para o Bolsa Família, que segundo Mercadante, foi realizado de forma “republicana”. “Não é o que acontece com o seguro defeso hoje”, disse Mercadante.

O chefe da casa civil ainda defendeu as mudanças em relação ao abono salarial e as pensões. "O que estamos propondo são critérios que muitos países do mundo já adotaram. O mundo inteiro tem critérios semelhantes. O que estamos reajustando são regras de acesso". 

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