Preso da Lava Jato era elo entre PT e Petrobras, aponta investigação da PF

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Milton Pascowitch foi citado pelo ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada, em delação premiada, como intermediário do pagamento do esquema de corrupção

Agência Brasil

O procurador da República Carlos Fernando de Lima afirmou que Milton Pascowitch foi citado diversas vezes pelo ex-vice-presidente da empreiteira Engevix Gerson Almada, em delação premiada, como intermediário do pagamento de valores do esquema de corrupção na Petrobras para o PT e para o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro.

“Nesse sentido, não temos claro o que Gerson Almada chama de Partido dos Trabalhadores, ou quem eram essas pessoas dentro do partido que recebiam os recursos. Nesse momento, o único vínculo claro é com a empresa [de consultoria] JD [do ex-ministro José Dirceu]”, disse Lima.

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Policiais federais mandados judiciais
Divulgação/Polícia Federal
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O procurador acrescentou que o pedido de prisão preventiva de Pascowitch foi motivado pela “reiteração” das atividades criminosas investigadas mesmo depois do início da Lava Jato. Pascowitch é dono da Jamp Engenheiros Associados Ltda, e considerado um dos 11 operadores do esquema na Diretoria de Serviços da Petrobras, comandada na época por Renato Duque.

“Na verdade, o que temos é uma reiteração criminosa que não temos dúvidas que será objeto de uma ação penal próxima. Como fizemos o pedido de prisão, já temos claramente a ideia de que vá ser feita uma denúncia sobre os fatos. De qualquer maneira, o motivo [do pedido de prisão] foi a garantia da ordem pública e a própria reiteração criminosa. Esse tipo de conduta tem sido reiteradamente aceita pelos tribunais como motivação para as prisões preventivas”, explicou o procurador.

Os agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam nesta quinta-feira (21), na 13ª fase da Operação Lava Jato, 60 quadros e duas esculturas que pertenciam ao empresário Milton Pascowitch, que teve prisão preventiva decretada na nova fase da operação. Para a PF e para o Ministério Público Federal, as obras de arte eram usadas para lavar dinheiro oriundo do esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

Das obras de arte apreendidas hoje, 40 estavam na casa de José Adolfo Pascowitch, irmão de Milton Pascowitch, e 20 quadros e as duas esculturas na casa do próprio Milton. “É uma característica que está se repetindo nos alvos investigados [pela Lava Jato] até agora”, frisou o delegado da PF Igor Romário de Paula. 

Além das obras de arte, também foram apreendidos hoje na 13ª fase da Lava Jato, documentos, carros e mídias em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Henry Hoyer de Carvalho, citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef como um dos operadores do esquema, foi preso hoje porque os agentes da PF localizaram na casa dele, onde era cumprido um dos mandados de busca e apreensão, uma arma de porte restrito sem documentação.

A Polícia Federal cumpriu seis mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão - um no município mineiro de Itanhandu, um no Rio de Janeiro e dois em São Paulo - um de condução coercitiva, cumprido em São Paulo, e um de prisão preventiva, também na capital paulista.

Milton Pascowitch será levado ainda hoje para a carceragem da PF, em Curitiba. 

Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo LimaO ex-presidente e senador pelo PTB de Alagoas, Fernando Collor, é acusado de ter recebido dinheiro de Yousseff. Foto: ReproduçãoPresidente da Câmara, Eduardo Cunha está entre os que serão investigados na Lava Jato. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos DeputadosSenador pelo PMDB do Maranhão e ex-ministro das Minas e Energia de Dilma, Edison Lobão é investigado em inquérito que envolve a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Foto: CÉLIO AZEVEDO/AGÊNCIA SENADO - 15.5.2007Senadora pelo PT do Paraná ex-ministra da Casa Civil de Dilma, Gleisi Hoffman foi citada em delação premiada da Lava Jato. Foto: FacebookAlvo de inqúerito, Antônio Anastasia é senador pelo PSDB de Minas Gerais,  ex-governador do Estado e foi coordenador de campanha de Aécio à Presidência. Foto: daniel de cerqueira - 7.11.2014Senador pelo PP do Piauí, Ciro Nogueira teve dois inquéritos arquivados, mas é alvo de um terceiro, que envolve outras 36 pessoas. Foto: Agência BrasilLindberg Farias, senador pelo PT do RJ, é suspeito de ter pedido dinheiro a Paulo Roberto Costa. Foto: Futura PressEx-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) é citada também no inquérito contra o senador Edison Lobão (PMDB-MA). Foto: BETO BARATA/AGência ESTADO - 4.1.2011Deputado pelo PP da Paraíba, Aguinaldo Ribeiro fio ministro das Cidades durante o governo Dilma. Foto: DivulgaçãoVilson Covatti foi deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul até janeiro de 2015. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PT de São Paulo e ex-líder do governo Lula, Cândido Vaccarezza teria recebido R$ 400 mil em propina. Foto: Agência BrasilAlvo de inquérito, Humberto Costa é senador pelo PT de Pernambuco e foi ministro da Saúde durante o governo Lula. Foto: DivulgaçãoSenador pelo PMDB de Roraima, Romero Jucá foi líder dos governos FHC e Lula. Foto: Agência SenadoSenador pelo PMDB de Rondônia, Valdir Raupp foi governador de Rondônia e líder do partido. Foto: DivulgaçãoEx-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Antônio Palocci terá suas condutas investigadas pela Polícia Federal no Paraná, para onde o STF mandou o inquérito. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - 2.1.11Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto é alvo do processo que envolve 37 pessoas. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo PP de Mato Grosso, Pedro Henry foi condenado no processo do mensalão. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo PMDB do Ceará, Aníbal Gomes é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Divulgação/Governo Municipal de AcaraúDeputado federal pelo PP do Rio de Janeiro, Simão Sessim ocupa o cargo desde a década de 1970. Foto: Agência CâmaraEx-deputado federal pelo PP de Pernambuco, teve seu mandato cassado na esteira do escândalo do mensalão. 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Foto: ReproduçãoDeputado federal pelo PP de Pernambuco, Eduardo da Fonte foi segundo vice-presidente da Câmara e líder do PP na Casa. Foto: Divulgação

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