Para Renan, Brasil de Dilma "era apenas para a campanha eleitoral"

Por Luciana Lima - iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente do Senado adota tom de oposição e diz que petista tem descumprido promessas em áreas como segurança pública

Renan: presidente do Senado eleva tom oposicionista e cobra promessas de Dilma
Jane de Araújo/Agência Senado - 20.5.15
Renan: presidente do Senado eleva tom oposicionista e cobra promessas de Dilma

O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) aproveitou o encontro com governadores nesta quarta-feira (20) para subir ainda mais o tom dos ataques à presidente Dilma Rousseff (PT). Ao final do encontro, Renan adotou o discurso de oposição, dizendo que o Brasil que se vê hoje não é mesmo prometido pela presidente na campanha de 2014.

"Nós lamentamos que aquele Brasil de 2014, que era projetado e anunciado, era apenas um Brasil para a campanha eleitoral", alfinetou Renan ao falar sobre sobre a situação financeira do País e sobre as perspectivas de ajuste fiscal e contingenciamento de verbas.

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O encontro com os governadores, presidido por Renan e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se transformou em uma grande choradeira sobre a situação financeira dos Estados. Renan ainda aproveitou para cobrar da presidente Dilma o cumprimento das promessas de campanha, entre elas, as medidas prometidas de compartilhar a responsabilidade, hoje dos Estados, em relação à segurança pública.

"A União precisa fazer a sua parte", diz governador do Mato Grosso; assista



"Essa é uma grande oportunidade para que a gente possa cobrar o compromisso da presidente da República no sentido de que seja dividida a responsabilidade da segurança pública com o governo federal e os estados", disse.

Renan fez coro ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que sugeriu que recursos destinados à segurança pública não sejam contingenciados no corte a ser anunciado pelo governo nesta semana. "Governar é escolher. Segurança deve ser a prioridade", defendeu o tucano durante a reunião.

O presidente do Senado ainda disse que o ajuste fiscal proposto pelo governo, cujas medidas começarão a ser discutidas na Casa nos próximos dias, precisa ser "melhor qualificado".

"Nós precisamos qualificar o ajuste. O ajuste dos governos estaduais é muito mais efetivo que o do poder central, isso é uma coisa importante que se diga. E a federação está distorcida."

Na mesma linha, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PDT) disse que o governo precisa fazer sua parte no corte de gastos - ajuste que já foi feito pelos Estados. "Muitos Estados fizeram o dever de casa. A União precisa fazer a sua parte", disse o governador que também endossa a ideia de cortar pastas no governo defendida por Renan e Cunha.

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