Camargo Corrêa pagava propina mesmo em projetos com prejuízo, diz presidente

Por Agência Câmara |

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Empresário da construtora apontou como destinatários de propinas as diretorias de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa, e de Serviços, ocupada por Renato Duque

Agência Câmara

O empresário Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, disse que havia cobrança de propina na Petrobras até mesmo quando o projeto executado pela empresa dava prejuízo. Ele apontou como destinatários de propinas as diretorias de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa, e de Serviços, ocupada por Renato Duque.

Avancini fez a afirmação ao responder pergunta do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), a respeito da origem dos recursos pagos como propina. “Esses pagamentos decorriam do superfaturamento das obras ou da taxa de lucro das empresas, como disse Paulo Roberto Costa?”, perguntou o relator.

“Isso é complexo. Os agentes cobravam propina até mesmo em projetos que geravam prejuízos. Mas havia contratos em que houve lucro. É difícil dizer se sai da margem ou não. Varia de contrato a contrato”, disse.

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Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo LimaO ex-presidente e senador pelo PTB de Alagoas, Fernando Collor, é acusado de ter recebido dinheiro de Yousseff. Foto: ReproduçãoPresidente da Câmara, Eduardo Cunha está entre os que serão investigados na Lava Jato. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos DeputadosSenador pelo PMDB do Maranhão e ex-ministro das Minas e Energia de Dilma, Edison Lobão é investigado em inquérito que envolve a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Foto: CÉLIO AZEVEDO/AGÊNCIA SENADO - 15.5.2007Senadora pelo PT do Paraná ex-ministra da Casa Civil de Dilma, Gleisi Hoffman foi citada em delação premiada da Lava Jato. Foto: FacebookAlvo de inqúerito, Antônio Anastasia é senador pelo PSDB de Minas Gerais,  ex-governador do Estado e foi coordenador de campanha de Aécio à Presidência. 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Foto: DivulgaçãoSenador pelo PMDB de Roraima, Romero Jucá foi líder dos governos FHC e Lula. Foto: Agência SenadoSenador pelo PMDB de Rondônia, Valdir Raupp foi governador de Rondônia e líder do partido. Foto: DivulgaçãoEx-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Antônio Palocci terá suas condutas investigadas pela Polícia Federal no Paraná, para onde o STF mandou o inquérito. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - 2.1.11Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto é alvo do processo que envolve 37 pessoas. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo PP de Mato Grosso, Pedro Henry foi condenado no processo do mensalão. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo PMDB do Ceará, Aníbal Gomes é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Divulgação/Governo Municipal de AcaraúDeputado federal pelo PP do Rio de Janeiro, Simão Sessim ocupa o cargo desde a década de 1970. Foto: Agência CâmaraEx-deputado federal pelo PP de Pernambuco, teve seu mandato cassado na esteira do escândalo do mensalão. 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Foto: ReproduçãoDeputado federal pelo PP de Pernambuco, Eduardo da Fonte foi segundo vice-presidente da Câmara e líder do PP na Casa. Foto: Divulgação


O presidente da Camargo Corrêa confirmou o que já havia dito o ex-gerente de Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco, a respeito da lisura do processo de licitação da Petrobras, mas disse que qualquer diretor da Petrobras poderia perceber que as empresas combinavam entre si os preços que cobravam pelos contratos.

“Na Petrobras existe um sistema de cadastro em que as empresas convidadas (para disputar os contratos) eram sempre as mesmas. Normalmente esse grupo de empresas já era conhecido. Excepcionalmente entravam outras empresas. Qualquer diretor da Petrobras poderia saber que havia combinação entre as empresas”, disse.

Planilha de custo

Avancini afirmou também que as propinas pagas a diretores da Petrobras eram contabilizadas como “despesas” na planilha de custo dos projetos. “Isso aparecia dentro do custo da obra. Era uma despesa contabilizada dentro dos projetos”, disse.

Segundo ele, isso era feito, contabilmente, como pagamentos a empresas de fachada ou serviços de consultoria. “A Camargo não usa caixa dois”, ressaltou.

O executivo disse que o doleiro Alberto Youssef era o operador do PP e a pessoa que intermediava os pagamentos para a Diretoria de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa. “Ele era um facilitador. Quando era preciso que se agilizasse um pagamento, isso era feito por ele e havia cobranças de propina.”

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