CPI aprova convocações de empresários envolvidos na Operação Lava Jato

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Comissão não incluiu na lista os pedidos de quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos ex-ministros Palocci e Dirceu

Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI ) da Petrobras aprovou hoje (14) parte dos 62 requerimentos elencados como prioritários pelo relator na comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O colegiado tinha mais de 400 requerimentos na fila de votação. O parlamentar não incluiu na lista os pedidos de quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu.

Parlamentares do PPS apresentaram o requerimento destacando que há relação entre as irregularidades na estatal e as consultorias praticadas pelos ex-ministros com empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

“Como esses empresários foram soltos para prisão domiciliar teremos oportunidade para ouvi-los”, disse Luiz Sérgio ao explicar os critérios de sua lista de prioridades de requerimentos que gerou polêmica e acusações de colegas da comissão.

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Leonardo Meirelles, doleiro ligado a Alberto Youssef e Rafael Ângulo, ex-funcionário da GFD Investimentos – empresa de Youssef – serão convocados pelo colegiado para esclarecer detalhes do esquema de distribuição de dinheiro. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) explicou que Ângulo era um dos entregadores de dinheiro do doleiro assim como o ex-policial Jayme de Oliveira.

Os parlamentares também decidiram convocar o acionista e ex-conselheiro da petroquímica Triunfo, Caio Gorentzvaig, que se declarou prejudicado pela pressão política exercida por políticos para a venda de ativos de sua empresa e o empresário David Feffer. Para falar sobre a construção das refinarias Premium I e Permium II, a CPI ainda vai convidar Jorge Celestino Ramos (diretor de abastecimento da Petrobras), Fábio Lopes de Azevedo, (diretor da Refinaria Lubnor), Paulo César Ribeiro Lima (consultor legislativo na área de recursos minerais) e representantes do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros), Francisco Carlos Oriá Fernandes e Ascendino Dias Filho.

Políticos que estão na lista da Operação Lava Jato

Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo LimaO ex-presidente e senador pelo PTB de Alagoas, Fernando Collor, é acusado de ter recebido dinheiro de Yousseff. Foto: ReproduçãoPresidente da Câmara, Eduardo Cunha está entre os que serão investigados na Lava Jato. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos DeputadosSenador pelo PMDB do Maranhão e ex-ministro das Minas e Energia de Dilma, Edison Lobão é investigado em inquérito que envolve a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Foto: CÉLIO AZEVEDO/AGÊNCIA SENADO - 15.5.2007Senadora pelo PT do Paraná ex-ministra da Casa Civil de Dilma, Gleisi Hoffman foi citada em delação premiada da Lava Jato. Foto: FacebookAlvo de inqúerito, Antônio Anastasia é senador pelo PSDB de Minas Gerais,  ex-governador do Estado e foi coordenador de campanha de Aécio à Presidência. Foto: daniel de cerqueira - 7.11.2014Senador pelo PP do Piauí, Ciro Nogueira teve dois inquéritos arquivados, mas é alvo de um terceiro, que envolve outras 36 pessoas. Foto: Agência BrasilLindberg Farias, senador pelo PT do RJ, é suspeito de ter pedido dinheiro a Paulo Roberto Costa. Foto: Futura PressEx-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) é citada também no inquérito contra o senador Edison Lobão (PMDB-MA). Foto: BETO BARATA/AGência ESTADO - 4.1.2011Deputado pelo PP da Paraíba, Aguinaldo Ribeiro fio ministro das Cidades durante o governo Dilma. Foto: DivulgaçãoVilson Covatti foi deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul até janeiro de 2015. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PT de São Paulo e ex-líder do governo Lula, Cândido Vaccarezza teria recebido R$ 400 mil em propina. Foto: Agência BrasilAlvo de inquérito, Humberto Costa é senador pelo PT de Pernambuco e foi ministro da Saúde durante o governo Lula. Foto: DivulgaçãoSenador pelo PMDB de Roraima, Romero Jucá foi líder dos governos FHC e Lula. Foto: Agência SenadoSenador pelo PMDB de Rondônia, Valdir Raupp foi governador de Rondônia e líder do partido. Foto: DivulgaçãoEx-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Antônio Palocci terá suas condutas investigadas pela Polícia Federal no Paraná, para onde o STF mandou o inquérito. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - 2.1.11Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto é alvo do processo que envolve 37 pessoas. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo PP de Mato Grosso, Pedro Henry foi condenado no processo do mensalão. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo PMDB do Ceará, Aníbal Gomes é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Divulgação/Governo Municipal de AcaraúDeputado federal pelo PP do Rio de Janeiro, Simão Sessim ocupa o cargo desde a década de 1970. Foto: Agência CâmaraEx-deputado federal pelo PP de Pernambuco, teve seu mandato cassado na esteira do escândalo do mensalão. Foto: Agência BrasilDeputado federal pelo Solidariedade da Bahia, Luiz Argôlo chegou a ter sua cassação aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara. Foto: Agência CâmaraDeputado federal pelo PP do Paraná, Nelson Meurer é presidente do partido no Estado. Foto: Agência CâmaraDeputado pelo PP do Acre, Gladson Cameli é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Agência CâmaraDeputado federal pelo PP de Goiás, Roberto Balestra é investigado no maior inquérito, que envolve 37 pessoas. Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PP de Goiás, Sandes Júnior, é alvo do maior inquérito da Operação, com 37 investigados. Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PT do Mato Grosso, Vander Loubet é investigado em inquérito que inclui o deputado Cândido Vaccarezaa (PT-SP). Foto: DivulgaçãoSenador pelo PP do Piauí, Ciro Nogueira teve dois inquéritos arquivados, mas é alvo de um terceiro, que envolve outras 36 pessoas. Foto: DivulgaçãoDeputada federal pelo PP de São Paulo, Aline Corrêa consta da lista de 37 investigados de um dos inquéritos da Lava Jato. Foto: Agência CâmaraSenador pelo PP de Alagoas, Benedito de Lira iniciou sua carreira política no extinto Arena, que apoiava a ditadura militar. Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PT de São Paulo, José Mentor foi líder estudantil contrário à ditadura militar. Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, José Otávio Germano é alvo de dois pedidos de instauração de inquérito. Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PP do Ceará, José Linhares Ponte foi padre e usa a experiência de sacerdócio nas campanhas eleitorais. Foto: ReproduçãoDeputado federal pelo PP de Pernambuco até janeiro  de 2015, Roberto Teixeira é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PP de Santa Catarina até janeiro de 2015, João Alberto Pizzolatti Junior é alvo do inquérito que envolve outras 36 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP da Bahia até janeiro de 2015, Mário Negromonte foi ministro das Cidades durante o governo Dilma. Foto: WikimediaDeputado pelo PP do Maranhão, Waldir Maranhão é investigado no inquérito que envolve outras 36 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoVice-governador da Bahia, comandada por Rui Costa (PT), João Leão foi deputado federal pelo PP do Estado. Foto: ReproduçãoDeputado federal pelo PP de Rondônia até janeiro de 2015, Carlos Magno Ramos foi secretário da Casa Civil do ex-governador  e hoje senador Ivo Cassol (PP). Foto: DivulgaçãoDeputado federal pelo PP da Bahia, Roberto Britto é investigado no inquérito que envolve outras 37 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Renato Molling é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP do Tocantins, Lázaro Botelho é investigado no inquerito que envolve 37 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP de São Paulo, José Olímpio se apresenta como missionário da Igreja Mundial do Poder de Deus. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Afonso Hamm é investigado no inquérito que envolve outras 37 pessoas. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP, Jerônimo Goergen foi vice-líder da bancada do PP na Câmara dos Deputados. Foto: Facebook/ReproduçãoDeputado federal pelo PP do Paraná, Dilceu Sperafico é investigado no inquérito que envolve outras 37 pessoas. Foto: Twitter/ReproduçãoDeputado federal pelo PP de Alagoas, Arthur Lira é filho de Benedito de Lira, também investigado na Lava Jato. Foto: Twitter/ReproduçãoDeputado pelo PP de Minas Gerais, Luiz Fernando Faria é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: ReproduçãoDeputado federal pelo PP de Pernambuco, Eduardo da Fonte foi segundo vice-presidente da Câmara e líder do PP na Casa. Foto: Divulgação

João Carlos de Medeiros Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil, será convocado para falar sobre as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os parlamentares também querem ouvir os empresários Daniel e David Feffer, ex-sócios da empresa Suzano Petroquímica, comprada pela Petrobras, além de Cristina Palmaka, presidente da empresa de tecnologia SAP Brasil, de Ricardo Kummel Medina, diretor operacional da mesma companhia.

Os parlamentares da CPI também vão pedir cópias dos contratos da Petrobras com a SAP e com a Accenture do Brasil que também atua no mesmo setor. A CPI ainda vai pedir à estatal informações de ativos da Petrobras e de empresas compradoras de ativos desde 2005.

Hamylton Padilha, apontado em denúncia feita por João Augusto Rezende Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, como lobista na contratação, em 2009, de um navio-sonda da empresa Vantage Drilling, por US$ 1,6 bilhão de dólares, também será convocado assim como Henriques. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor dos dois requerimentos aprovados explicou que quer informações adicionais para esclarecer se houve irregularidades nessa operação.

Serão convocados ainda os executivos do grupo Schain, Carlos Eduardo Schain, Milton Toufic Schain, Salin Toufic Schain, Rubens Toufic Schain e Pedro Schain. O relator Luiz Sérgio avaliou que o grupo tem “fortes indícios de fraude” na Petrobras apontados pelo Ministério Público na Operação Lava Jato. Outro executivo que volta à CPI é Roberto Mendonça, sócio da Toyo que será convidado para trazer mais informações sobre o pagamento de propina ao ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque.

Os parlamentares querem acesso aos contratos de operações da Petrobras ou subsidiárias com os bancos Industrial and Comercial Bank of China Brasil, Banco Multíplo ICBC Brasil S A, Deutchebank e Banco Mizuho do Brasil. “Ter acesso ao modus operante dessas instituições no desconto de contratos que tinham como lastro recebíveis da Petrobrás e saber se a Petrobrás aprovou às referidas operações”, destacou Arnaldo Faria de Sá.

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Os requerimentos foram aprovados depois de mais de quase uma hora de negociações em torno da forma de votações. O inicio da reunião foi marcado por bate-bocas que levaram o presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), a intervir por mais de uma vez e chamar a atenção dos parlamentares lembrando que é um dos mais jovens parlamentares da CPI e que estava se sentindo envergonhado pelo comportamento dos parlamentares mais exaltados, comparando o clima criado a um jardim de infância.

O diretor de operações e participações da Sete Brasil, Renato Sanches Rodrigues, ainda será ouvido pela sub-relatoria da CPI. Rodrigues foi convocado para depor no início do mês mas alegou problemas de saúde e não compareceu.

A Sete Brasil é investigada por pagamento de propina ao ex-diretor da estatal Renato Duque. Em acordo de delação premiada, o ex-gerente de Tecnologia da Petrobras e também ex-diretor da Sete Brasil, Pedro Barusco afirmou que a empresa pagou propina a diretores da Petrobras nos contratos de construção de 28 sondas de perfuração. A Sete Brasil tem contratos de mais de R$ 20 bilhões com a estatal.

No último dia 7, o presidente da empresa, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, disse aos parlamentares da CPI que, quando surgiram as primeiras notícias da Lava Jato, foram feitas auditorias externas que não identificaram irregularidades nos contratos firmados com a Petrobras.

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