“As concessões que podiam ser feitas foram feitas”, diz ministro sobre ajuste

Por Marcel Frota -iG Brasília | - Atualizada às

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Titular da Previdência se reuniu com bancada do PP para buscar apoio ao ajuste. Presidente da Câmara afirmou haver acordo com a oposição para que não haja obstrução

Sobre ajuste fiscal, ministro da Previdência, Carlos Gabas, disse que o objetivo do governo será aprovar o texto sem modificações
Reprodução (arquivo)
Sobre ajuste fiscal, ministro da Previdência, Carlos Gabas, disse que o objetivo do governo será aprovar o texto sem modificações

O Ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, esteve há pouco reunido com a mancada do PP da Câmara dos Deputados. Ao sair do encontro, Gabas disse que o objetivo do governo será aprovar o texto relatado por Carlos Zarattini (PT-SP) sem modificações. A fala do ministro vai de encontro ao que planejam alguns partidos da base, que promente apresentar emendas ao texto, como é o caso, por exemplo, do PCdoB.

“Ao ouvir os partidos da base do governo, temos convicção de que aprovaremos a medida da forma como ela (saiu da comissão e ) foi encaminhada ao Plenário. As concessões que tinham de ser feitas, as possíveis, foram feitas no período de negociação dentro da comissão (especial). Agora, o governo vai trabalhar muito e temos a convicção de que será aprovada da forma como ela foi enviada ao Plenário”, disse o ministro.

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Segundo Gabas, os parlamenteres do PP foram receptivos à sua explicação e sinalizaram apoiar o governo na votação de amanhã da MP 664/14, que faz mudanças nas regras de concessão de pensão em caso de morte. Gabas repetiu o que havia dito ontem após reunião com líderes da base a respeito do impacto que as alterações feitas na comissão especial tiveram sobre o texto. Segundo ele, em 10 anos o governo poderá economizar R$ 100 bilhões. Essa economia seria de R$ 200 bilhões se o texto não tivesse sido alterado.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou o que o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), havia dito, há acordo para que o texto da MP 664/14 seja votado sem obstrução. De acordo com o presidente, a oposição se compromenteu a votar o ajuste sem se valer de processos de obstrução semelhantes aos utilizado na votação do texto base da MP 665/14, na semana passada.

“Não haverá obstrução, mas em compensação as votações serão todas nominais”, resumiu Cunha. A estratégia da oposição é expor os nomes dos deputados que votarem a favor do ajuste fiscal. A oposição quer fazer uso dessa lista para pressionar os governistas em redes sociais e deixar claro como cada um votou.

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