Iara Galdino, acusada de participar do esquema de lavagem de dinheiro da doleira Nelma Kodama, presta depoimento à CPI da Petrobras na tarde desta segunda-feira (11) em Curitiba

Agência Câmara

Na tarde desta segunda-feira (11) começou o depoimento de Iara Galdino, acusada de participar do esquema de lavagem de dinheiro da doleira Nelma Kodama, apontada como operadora do esquema de pagamento de propina descoberto pela Operação Lava Jato. Ela responde perguntas dos deputados da CPI da Petrobras em Curitiba (PR).

Nelma Kodama foi acusada de participação em organização criminosa, evasão de divisas, 91 operações irregulares de instituição financeira, falsa identidade a terceiro para operação de câmbio, lavagem de dinheiro e corrupção.

Iara disse que passou a trabalhar para Lucas Pacce, funcionário da doleira, em 2012, e que sua função era apenas de abrir empresas de fachada, que seriam usadas no esquema criminoso. Ela também confirmou que suas assinaturas nos contratos de remessa de dinheiro para o exterior eram falsas.

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Ela disse não saber para que clientes essas operações de lavagem de dinheiro, feitas mediante empresas de fachada, eram feitos.

Iara Galdino afirmou ter sido considerada foragida durante dois meses. “Mas eu fiquei em casa esse tempo todo”, relatou.

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Quando foi presa, soube que Lucas Pacce fez um acordo de delação premiada que envolvia o nome dela.

“Esse caso todo é muito estranho”, disse o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ)

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