“Queríamos tirar o PT do muro”, diz líder do PMDB após acordo

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Principal aliado do Planalto decide rever posição e votar favorável à MP que leva mudanças ao seguro-desemprego

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), confirmou que o partido votará com o governo a Medida Provisória 665/14, que faz mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial. A medida é a primeira proposta do chamado ajuste fiscal e é tida como prioridade absoluta do ano para o Planalto. A bancada do PMDB fez uma nova reunião na tarde desta quarta-feira (6) para bater o martelo.

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani:
Agência Câmara
O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani: "Temer ajudou em acordo"

“O PT atendeu à nossa reivindicação e vamos votar se houver clima para essa votação acontecer ainda hoje [quarta-feira]. Diante do fechamento da questão da bancada do PT votaremos. Era isso que queríamos, tirar o PT do muro. Não dava para ser da forma como estava, o PT aqui pedindo apoio, mas, para fora, criticando”, disse Picciani. Ele confirmou que o vice-presidente Michel Temer entrou no circuito para ajudar no acordo. 

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O líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), esteve na reunião de bancada do PMDB. Passou maus bocados e foi alvo de críticas dos aliados, que cobraram um posicionamento mais claro do Planalto em relação ao ajuste. Segundo presentes à reunião, ele foi bombardeado, mas conseguiu o acordo.

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Na noite de terça-feira (5), o líder do PMDB anunciou que o partido não votaria mais a MP 665/14 como resposta às críticas feitas por Luís Inácio Lula da Silva na propaganda partidária do PT. O ex-presidente criticou a aprovação do PL 4330, que prevê a terceirização da mão de obra, inclusive nas atividades-fim das empresas.

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