Governo não adotará "plano B" para aprovar pacote fiscal, diz Edinho Silva

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em café com jornalistas, o ministro defendeu o PT e disse que há divergências com governo porque partido "não tem robôs"

Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, disse não acreditar que o governo precisará de um novo plano "para debater no Congresso o ajuste fiscal proposto pela equipe econômica". Edinho tratou com naturalidade o fato de o governo não ter conseguido votar o ajuste fiscal na terça (5).

Mais cedo: Após fala de Lula, líder do PMDB retira apoio ao ajuste fiscal 

Edinho Silva (PT-SP) foi tesoureiro da campanha de Dilma Rouseff à reeleição (2014)
Alesp
Edinho Silva (PT-SP) foi tesoureiro da campanha de Dilma Rouseff à reeleição (2014)

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"Não acredito que o governo tenha que debater plano. É natural que isso ocorra quando o congresso nacional debate questões polêmicas como essa".

Durante o encontro, Edinho ainda rebateu críticas ao discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os direitos dos trabalhadores e afirmou não acreditar que o posicionamento do ex-presidente provoque problemas ao governo.

"Lula tem total autonomia. E suas posições são historicamente conhecidas. Em um debate como esse, o governo vai continuar fazendo a sua parte e todos têm direito de opinar. Inclusive os ex-presidentes", ponderou.

O ministro também evitou polemizar a posição de membros do PT contrários a aprovação do pacote e lembrou a votação da reforma da previdência no início do primeiro mandato de Lula, quando grande parte do PT ficou contra a proposta apresentada pelo Executivo. Para o ministro, divergir do governo não faz com que o PT deixe de ser a base de Dilma, como insinuou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Toda vez que se discute questões envolvendo direitos dos trabalhadores gera turbulência. Isso ocorreu, por exemplo, na reforma da previdência, quando inclusive houve perdas importantes para o partido. Não há como resolver isso, a não ser pelo diálogo. O PT é base, mas as pessoas não são robôs. Elas têm história de vida", disse.

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